Durante a última sexta-feira, 13 de janeiro, a Caixa Econômica Federal suspendeu a oferta do serviço de crédito consignado para beneficiários que fazem parte do Auxílio Brasil. Isto é, modalidade de crédito que se iniciou durante o governo de Bolsonaro.
Segundo o Governo Federal, portanto, o consignado deverá passar por um processo de análise no decorrer do próximo mês.
A instituição bancária responsável pela operacionalização financeiro da medida informou que todas as contratações não sofrerão nenhuma alteração. Assim, o desconto de todas as parcelas continuarão de acordo como já está no contrato de adesão.
Ademais, a nova presidente do banco, Maria Rita Serrano, fez questão de salientar, em sua cerimônia de posse na última quinta-feira, todas as principais funções da Caixa em relação a políticas anticíclicas.
Veja também: Consignado do Auxílio Brasil já foi suspenso outras vezes. Relembre
Durante o evento, havia a presença do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A presidente da instituição, então, prometeu que toda estrutura a instituição estatal terá uma redefinição a fim de fortalecer sua atuação em programas de transferência de renda, como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.
Consignado continua recebendo críticas
A modalidade de crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil vem passando por uma série de críticas desde a sanção do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesse sentido, muitos especialistas econômicos e também do setor social alertaram sobre a adesão ao serviço. Isto é, já que ele possuía um forte impacto para contribuição do endividamento da população mais vulnerável do país.
Além disso, o Ministério Público, juntamente com o Tribunal de Contas da União (TCU), chegou a solicitar a interrupção da modalidade que, segundo a Corte, vinha sendo utilizada com cunho eleitoral.
Além da Caixa Econômica Federal, outros 11 bancos tinham a autorização do Ministério da Cidadania para disponibilizar o empréstimo. Dentre estes está, por exemplo, a empresa Zema Financeira, que pertence à família do governado eleito em Minas Gerais, Romeu Zema.
Lula fala de uso eleitoral do Auxílio Brasil
Recentemente, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a atuação da gestão Bolsonaro sobre o Auxílio Brasil, ou Bolsa Família.
De acordo com ele, então, o programa estaria servindo, na gestão anterior, como um banco de dados a fim de obter informações dos eleitores. Assim, seria possível usar estas informações para o disparo de mensagens, via aplicativo, com propagandas de sua candidatura durante o período eleitoral.
No decorrer do mês de agosto do ano passado, a gestão Bolsonaro realizou a inclusão de mais de 2 milhões de famílias na folha de pagamento do programa social. Deste total, mais da metade era de unidades familiares de apenas um só membro, ou seja, as chamadas famílias unipessoais.
Veja também: Caixa está suspendendo consignado do Auxílio Brasil, diz nova presidente
Desde de antes de vencer as eleições presidenciais no ano passado, Lula já vinha denunciando o uso do Auxílio Brasil como uma ferramenta eleitoral.
“Nós queremos voltar a fazer esse cadastro sério, porque me parece que o cadastro foi utilizado para fazer campanha eleitoral com o Zap, né? A coisa mais importante no cadastro era o Zap, para que pudesse mandar fake news durante todo o processo”, destacou Lula.



