As reclamações de aposentados e pensionistas sobre o crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) quase triplicaram apenas em 2023. Além disso, esta alta taxa de reclamações coincide com a queda da taxa de juros dessa modalidade de empréstimo, na qual as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamentos.
De acordo com a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), pertencente ao Ministério da Justiça, no período entre janeiro e junho foram registradas 42.879 reclamações sobre o crédito consignado do INSS. Com isso, este valor se mostra 270% maior do que as 11.594 reclamações que foram registradas no mesmo período do ano passado.
É importante destacar que o sistema da Senacon reúne 26 Procons estaduais, o Procon do DF e mais 600 Procons municipais. Essas instituições atendem todos os meses mais de 150 mil consumidores, ou seja, os números demonstram bem o panorama geral dos segurados.
Apenas no Procon de São Paulo, no período entre janeiro e julho deste ano foram registradas 8.413 reclamações sobre o consignado do INSS. Com este número, conclui-se que quase uma queixa era feita a cada hora. Neste mesmo Procon, e no mesmo período do ano passado, foram registradas apenas 4.982 reclamações, demonstrando uma alta de 69% em 2023.
Crédito consignado do INSS
A modalidade de crédito consignado do INSS é concedida a segurados do instituto que possuem salário, aposentadoria ou pensão depositados em conta-corrente. Ademais, nesse empréstimo as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamentos, fazendo com que seja muito fácil de ser contratado, possuindo uma das menores taxas de juros do mercado.

Nesse sentido, o novo teto de juros do crédito consignado a beneficiários do INSS ficou estabelecido em 1,97% ao mês. Essa taxa foi determinada ao final do mês de março, resultando de uma parceria entre o governo federal e os bancos.



