A busca por uma vida mais saudável e a perda de peso fazem com que muitas pessoas procurem soluções rápidas na internet. Porém, é importante ter cuidado, pois criminosos estão aproveitando essa situação para aplicar golpes, usando de forma indevida o nome da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O alerta foi divulgado pela Anvisa nesta quinta-feira (12) e revelou estratégias fraudulentas que têm como alvo tanto cidadãos quanto empresas. Entre as práticas estão a venda de supostos medicamentos para emagrecimento e a cobrança de taxas falsas. Confira como esses golpes funcionam e saiba como se proteger.

Como os golpes funcionam?

Os golpistas atuam em duas frentes principais. A primeira tem como alvo empresas que possuem processos em análise na Anvisa. A segunda, mais recente e perigosa para a saúde pública, foca no cidadão comum através da venda de medicamentos falsificados, principalmente para emagrecimento.

No caso das empresas, os criminosos monitoram o andamento dos processos públicos no site da Agência. Sabendo o prazo médio para a aprovação, eles entram em contato por e-mail, telefone ou WhatsApp, fazendo-se passar por servidores ou diretores da Anvisa.

Exigem então o pagamento de uma taxa, via depósito ou PIX, para “acelerar” ou “garantir” a aprovação. Muitas vezes, o processo é de fato aprovado dias depois, pois já estava em sua fase final, o que dá uma falsa impressão de legitimidade ao golpe.

Para o público geral, a fraude envolve a criação de sites falsos que simulam o portal oficial da Anvisa ou de outros órgãos do governo. Nessas páginas, são anunciados e vendidos supostos remédios para emagrecer, prometendo resultados milagrosos e usando o nome da agência para conferir uma credibilidade que não existe.

Homem verificando mensagens no celular como exemplo de análise de possíveis tentativas de golpe digital.
Veja como identificar mensagens falsas que usam o nome da Anvisa.
Imagem: Freepik

Como identificar as tentativas de fraude?

A Anvisa reforça que não entra em contato para solicitar pagamentos via depósitos, transferências ou PIX para a liberação de processos. A comunicação sobre débitos é sempre formal e administrativa. Fique atento a estes sinais de alerta:

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  • Contato inesperado: Desconfie de qualquer contato via WhatsApp ou e-mail de supostos funcionários da Anvisa exigindo pagamentos urgentes.
  • Domínio do site e e-mail: Verifique sempre o endereço do remetente do e-mail e a URL do site. O portal oficial da Anvisa está sob o domínio gov.br. O endereço correto é Gov.br/Anvisa.
  • Ofertas em redes sociais: Anúncios de medicamentos “aprovados pela Anvisa” em redes sociais com links para sites desconhecidos são um grande indício de fraude.
  • Métodos de pagamento: A Anvisa nunca solicita depósitos em contas de pessoas físicas ou pagamentos diretos via PIX por telefone para resolver pendências.

Formas corretas de pagamento de taxas à Anvisa

Todas as taxas relacionadas a processos na Anvisa são pagas exclusivamente por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU). Alguns sistemas específicos, como o Solicita e o Porto Sem Papel, podem permitir o pagamento via PIX, mas sempre gerado de forma segura dentro do próprio sistema oficial, nunca por uma solicitação externa.

Qualquer notificação de débito é feita por documento oficial em papel timbrado, enviado pelos Correios com aviso de recebimento, ou através de publicação no Diário Oficial da União (DOU), detalhando os procedimentos corretos para a quitação.

O que fazer se você for alvo do golpe?

Caso você ou sua empresa recebam um contato suspeito ou se deparem com um site fraudulento, a orientação é clara: não clique em nenhum link, não forneça dados pessoais e, principalmente, não realize qualquer tipo de pagamento. A recomendação é denunciar a postagem na própria rede social, bloquear o contato e reportar o ocorrido diretamente à Anvisa por meio de seus canais oficiais de atendimento, como o telefone 0800 642-9782 ou o formulário eletrônico disponível no site.

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