Nesta terça-feira (16), a Petrobras anunciou oficialmente que o preço médio do litro da gasolina e do diesel passaria por uma redução já a partir desta quarta-feira (17). Contudo, relatos de motoristas indicam que ao menos durante as primeiras horas do dia, ainda não foi possível sentir qualquer tipo de diferenciação neste sentido.
De todo modo, a avaliação da Petrobras é de que a redução nos preços da gasolina e do diesel devem ocorrer ainda nas próximas horas, assim que a maioria dos postos receberem a ordem de redução do valor. A expectativa é de que todos os motoristas brasileiros comecem a sentir a diferença nos valores ao menos até o fim desta quarta-feira (17).
Ainda na terça-feira (16), o Ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB) chegou a anunciar que estava autorizando uma investigação para verificar se os postos estão repassando as quedas dos preços ao consumidor final. Ele não explicou, no entanto, qual seria a punição que os donos dos estabelecimentos poderiam ter que sofrer em caso de descumprimento da ordem.
Por outro lado, analistas afirmam que não existe nenhuma lei no Brasil que obrigue os donos dos postos de gasolina a reduzir o preço dos combustíveis, de modo que eles podem definir qualquer valor. Seja como for, se entende que na maioria dos casos, a redução do preço da Petrobras acaba tendo impacto direto na maior parte dos estabelecimentos.
Ao cidadão, vale lembrar o direito de escolher abastecer no posto de sua preferência, com o preço que ele achar justo. Desta forma, a dica para economizar é pesquisar quais estabelecimentos na sua região já estão oferecendo os valores corrigidos a partir da nova redução estabelecida nesta semana pela Petrobras em todo o Brasil.
Preço pode subir de novo
A redução dos preços da gasolina e do diesel fazem parte do primeiro processo de encerramento da política de paridade internacional (PPI). A Petrobras anunciou ainda nesta terça-feira (16) que vai trocar este sistema por um novo, que deverá repassar menos os impactos do sistema internacional de valores ao consumidor final.
Contudo, o fato é que o novo sistema não deverá deixar completamente de lado o impacto internacional. Em entrevista concedida à CNN Brasil, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates disse que o Brasil não pode simplesmente seguir os exemplos de países como Venezuela e Bolívia.



