Notícias Concursos
Economia

De fazer chorar, É O FIM DA LINHA deles no Bolsa Família e com dívidas

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura

Atualizado em

De fazer chorar, É O FIM DA LINHA deles no Bolsa Família e com dívidas

Publicidade

É o fim da linha. O Governo Federal excluiu mais de 1,4 milhão de pessoas do Bolsa Família. Dos excluídos, estima-se que mais de 104 mil pessoas se inscreveram no antigo empréstimo consignado do Auxílio Brasil e ainda estão pagando as parcelas do crédito.

Vale ressaltar que, embora essas pessoas tenham sido excluídas do programa social, os contratos de empréstimo consignados não desapareceram. Portanto, esses cidadãos continuarão a pagar o empréstimo, agora já não mais descontando dos pagamentos mensais do Bolsa Família, visto que foram desligadas do projeto.

Motivos da exclusão do Bolsa Família

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, as pessoas foram excluídas por inconsistências na renda informada ou por desatualização no cadastro superior a cinco anos.

Lembrando que a exclusão daqueles que não atendem aos requisitos do programa de transferência de renda faz parte da revisão dos beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico), que seguirá até o final deste ano.

Ao relançar o programa no dia 2 de março, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi enfático em defender a sua fiscalização para os benefícios chegarem às pessoas em situação de pobreza.

Empréstimo consignado do Auxílio Brasil

O Auxílio Brasil foi um programa social do governo Bolsonaro, em substituição ao antigo Bolsa Família, implementado nos primeiros mandatos de Lula, e que agora retorna em um novo programa com esse mesmo nome.

O programa buscava proporcionar benefícios financeiros a famílias que vivem na pobreza e na pobreza extrema. Nesta feita, na época foi liberado empréstimo consignado Auxílio Brasil.

Trata-se de uma linha de crédito que permitia aos beneficiários do Auxílio Brasil antecipar uma parcela do valor do benefício. Nesse caso, o adiantamento era descontado diretamente do próximo valor do benefício.

Publicidade

Desse modo, por ser um consignado, havia juros e outras taxas envolvidas. Assim, antes da exclusão, o Governo Federal descontava até R$ 160 do benefício e repassava para os bancos, como o restante sendo pago ao beneficiário.

Portanto, não havia possibilidade de inadimplência. Desde novembro, os bancos recebiam cerca de R$ 550 milhões por mês do governo em pagamento das parcelas de empréstimos consignados solicitados por 3,5 milhões de beneficiários do programa.

Mudanças do empréstimo consignado

Em decisão recente, o Ministério do Desenvolvimento Social decidiu alterar uma série de regras no sistema do consignado do Bolsa Família. Por exemplo, a margem consignável mudou de 40% ao mês para apenas 5%.

Além disso, o prazo de pagamento foi reduzido de dois anos para apenas seis meses. Por fim, também houve a alteração da taxa máxima de juros, que foi de 3,5% para 2,5% ao mês.

Após essas mudanças, a Caixa Econômica Federal decidiu deixar a modalidade de crédito. Rita Serrano, atual presidente do banco, afirmou que seria injusto continuar oferecendo empréstimo ao público mais carente, como os cidadãos que recebem o Bolsa Família.

De qualquer forma, mesmo com a decisão da Caixa, os contratos de empréstimos consignados feitos anteriormente continuam válidos. Ou seja, a mudança da instituição financeira não altera os acordos já firmados.

Sendo assim, as condições como, taxa de juros, margem consignável e pagamento continuam as mesmas estabelecidas quando o contrato foi assinado. Nesta feita, é importante lembrar que, caso a pessoa atrase o pagamento, terá que pagar multas e juros, e possivelmente até ter seu nome sujo.

Publicidade

João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

Ver todos os artigos de João Vitor Jacintho →

Deixe seu comentário

Veja também