É o fim da linha. O Governo Federal excluiu mais de 1,4 milhão de pessoas do Bolsa Família. Dos excluídos, estima-se que mais de 104 mil pessoas se inscreveram no antigo empréstimo consignado do Auxílio Brasil e ainda estão pagando as parcelas do crédito.
Vale ressaltar que, embora essas pessoas tenham sido excluídas do programa social, os contratos de empréstimo consignados não desapareceram. Portanto, esses cidadãos continuarão a pagar o empréstimo, agora já não mais descontando dos pagamentos mensais do Bolsa Família, visto que foram desligadas do projeto.
Motivos da exclusão do Bolsa Família
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, as pessoas foram excluídas por inconsistências na renda informada ou por desatualização no cadastro superior a cinco anos.
Lembrando que a exclusão daqueles que não atendem aos requisitos do programa de transferência de renda faz parte da revisão dos beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico), que seguirá até o final deste ano.
Ao relançar o programa no dia 2 de março, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi enfático em defender a sua fiscalização para os benefícios chegarem às pessoas em situação de pobreza.
Empréstimo consignado do Auxílio Brasil
O Auxílio Brasil foi um programa social do governo Bolsonaro, em substituição ao antigo Bolsa Família, implementado nos primeiros mandatos de Lula, e que agora retorna em um novo programa com esse mesmo nome.
O programa buscava proporcionar benefícios financeiros a famílias que vivem na pobreza e na pobreza extrema. Nesta feita, na época foi liberado empréstimo consignado Auxílio Brasil.
Trata-se de uma linha de crédito que permitia aos beneficiários do Auxílio Brasil antecipar uma parcela do valor do benefício. Nesse caso, o adiantamento era descontado diretamente do próximo valor do benefício.



