Agora é oficial. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou na manhã desta quinta-feira (28) o projeto de lei que cria o programa Desenrola. Trata-se do projeto do governo federal que estabelece uma mediação no processo de negociação de dívidas de cidadãos que estão em situação de inadimplência.
A aprovação aconteceu de maneira simbólica, ou seja, sem necessidade de contagem de votos. Normalmente, este formato de aprovação ocorre quando uma determinada matéria não é polêmica e conta com o apoio de parlamentares de diferentes frentes.
O que acontece agora
Mesmo com a aprovação do texto, o projeto ainda não está valendo de fato. Agora, o documento vai ser analisado pelo plenário do Senado Federal. Em caso de nova aprovação, o documento vai seguir para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como a aprovação na comissão do Senado ocorreu sem mudanças no texto original, não haverá necessidade de enviar o documento para a Câmara dos Deputados mais uma vez.
A expectativa é de que o projeto de lei só seja analisado em plenário a partir da próxima semana, mais precisamente na segunda-feira (1). Não há previsão de que os senadores voltem a se debruçar sobre o tema ainda no decorrer desta semana. Ao menos foi o que sinalizou o relator da proposta no Senado, o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL).
Vitória do governo
Mesmo que o projeto ainda não esteja confirmado, e ainda precise passar por uma série de tramitações, a aprovação do programa Desenrola na comissão nesta quinta-feira (28) pode ser vista como uma vitória para o governo federal. A base governista vinha fazendo pressão para tentar votar o documento o mais rapidamente possível.
Há um motivo para esta pressa. A Medida Provisória (MP) que abre espaço para o Desenrola perde validade no próximo dia 3 de outubro, ou seja, se o projeto de lei não for aprovado dentro deste prazo, o programa de negociação de dívidas poderá ser paralisado.
O temor de que o movimento ocorresse cresceu na manhã da quarta-feira (27), quando o relator Rodrigo Cunha concedeu uma entrevista à Globo News afirmando que poderia votar o projeto depois do prazo sem maiores problemas.




