Um dos programas mais populares do governo federal poderá ser paralisado a qualquer momento. De acordo com as informações oficiais, o Desenrola, projeto que prevê a negociação de dívidas de cidadãos em situação de inadimplência, poderá deixar de funcionar já na próxima semana caso o congresso nacional não aprove a Medida Provisória (MP) sobre o tema.
Pelas regras brasileiras, uma Medida Provisória (MP) tem força de lei assim que é assinada pelo presidente da república. Lula (PT) assinou esta MP e o projeto já começou a funcionar. Contudo, para que o texto seja transformado em lei de fato, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para não perder a validade.
E quanto tempo o governo tem para conseguir esta aprovação? Apenas mais alguns dias. De acordo com as regras legislativas oficiais, a MP que cria o Desenrola precisa ser aprovada tanto pelo Senado Federal, como também pela Câmara dos Deputados até o próximo dia 3 de outubro. Caso contrário, o texto vai perder a validade.
Atualmente, esta MP está paralisada na Comissão Mista criada exclusivamente para tratar sobre este tema. Trata-se de um grupo formado por 13 senadores e 13 deputados federais. O texto precisa ser aprovado por este grupo, e logo depois precisa da aprovação nos plenários da Câmara e do Senado. Tudo isso antes do dia 3 de outubro.
O plano do governo federal
Para evitar que a paralisação do Desenrola ocorra, o governo federal aposta na popularidade do programa. A ideia é usar este argumento para dizer aos parlamentares que se eles não aprovarem a MP, poderão estar comprando uma briga com uma parcela da população brasileira que está endividada e que deseja negociar as suas dívidas.
Em entrevista nesta segunda-feira (25), o ministro da fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que deverá se reunir em breve com o relator da MP no congresso nacional, o senador Rodrigo Cunha (Podemos) para que o tema seja votado o mais rapidamente possível.
“É imprescindível a votação da MP porque ela caduca antes do término do programa. Tem que ser votada. Já foi votada na Câmara, é só votar no Senado”, afirmou.




