Dados do Ministério da Fazenda indicam que pouco mais de 1,5 milhão de pessoas estão negativadas porque possuem dívidas menores de R$ 100. Nestes casos a inadimplência ocorre porque o cidadão está em situação de vulnerabilidade e não consegue pagar o valor, mesmo pequeno, ou ainda porque o indivíduo nem lembrava mais da existência deste pequeno débito.
Nesta semana, o Governo Federal publicou oficialmente a Medida Provisória (MP) do programa Desenrola. Entre outros pontos, o documento prevê que os usuários do programa terão todas as suas dívidas menores de R$ 100 perdoadas. Depois deste anúncio, muitas pessoas que possuem débitos menores comemoraram a decisão. Mas é preciso ter cautela neste momento.
Em entrevista recente, o Ministro Fernando Haddad (PT) confirmou que o tamanho do programa Desenrola vai depender necessariamente da adesão das empresas. Quanto mais credores entrarem no sistema, maiores são as chances dos débitos de mais brasileiros serem negociados e até mesmo perdoados, nos casos das dívidas de até R$ 100.
Como vai funcionar o perdão
De acordo com o Ministério, o credor que desejar fazer parte do programa vai ter que se comprometer a perdoar todas as suas dívidas de até R$ 100. Trata-se, portanto, de uma condição para fazer parte do Desenrola. A empresa que não aceitar perdoar estes pequenos débitos, não entra no projeto.
Neste sentido, fica claro que para conseguir o perdão da sua pequena dívida de menos de R$ 100, é necessário entender se o seu credor vai mesmo querer entrar no Desenrola, e aceitar a condição do governo de perdoar o pequeno débito. Se ele aceitar, a dívida é perdoada. Se não aceitar, o cidadão vai seguir em situação de inadimplência.
“O programa depende da adesão dos credores, uma vez que a dívida é privada. Entendemos que os credores quererão participar do programa dando bons descontos justamente em virtude da liquidez que vão ter porque vai ter garantia do Tesouro”, afirmou o Ministro da Fazenda no início desta semana.



