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Dólar próximo a R$ 5: entenda por que ele está caindo

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura

Atualizado em

Dólar próximo a R$ 5: entenda por que ele está caindo

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Neste ano o dólar vem perdendo força. Em 2022 a moeda norte-americana já acumula queda que ultrapassa os 10%. Hoje, por exemplo, a moeda fechou com o menor valor desde o dia 30 de junho do ano passado, custando R$5,0037.

De acordo com dados da Economatica, em 2022, o Brasil é o país onde o dólar mais se desvalorizou. Esta queda no valor da moeda é resultado do grande aumento de investimentos estrangeiros no Brasil causado pelas constantes altas na Selic e com o diferencial de juros em relação a outras economias no mundo.

Segundo o boletim Focus, a previsão é de que o dólar termine o ano custando R$5,50. Isso deve ocorrer, pois as eleições devem entrar no radar dos investidores nos próximos meses, diminuindo este alívio na pressão cambial.

Quais fatores levaram à queda do dólar

 

A valorização da nossa moeda nacional frente ao dólar é causada pelo alto volume de investimento estrangeiro que o Brasil vem recebendo. A B3, bolsa de valores de São Paulo, registrou neste ano uma alta de 7,70% nesse tipo de investimento. O valor investido passa dos US $50 bilhões.

Vamos tentar explicar de uma forma simples: os investimentos seguem a lei de oferta e demanda, ou seja, se um investidor coloca mais dólares na economia brasileira, a quantidade da moeda em circulação será maior, fazendo com que o preço da mesma diminua.

Outro fator que também fortalece o real é o aumento no preço das commodities no mercado internacional. Este aumento também contribui para a entrada de dólares no país com a venda de produtos como a soja, o minério de ferro e o petróleo.

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O agravamento do conflito da Rússia com a Ucrânia impulsionou mais ainda o preço do barril de petróleo. Este insumo custava em média US$ 44 em 2020 (o barril), chegou a custar US$70 em 2021 e neste ano ele deve chegar a custar US$100.

Depois da última decisão do Copom, o Brasil voltou a ter a maior taxa de juros real do mundo, descontando a inflação. Isso faz com que a Selic também atraia os investidores, que direcionam seus investimentos em renda fixa.

O Banco Central (BC) já sinalizou que em março deve ocorrer uma nova alta na taxa básica de juros (Selic). De acordo com o economista sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, “os investidores passaram a ver o Brasil como um mercado interessante entre os emergentes”.

Previsões para o valor do dólar durante o ano

 

Segundo diversos especialistas, será preciso ter cautela durante o segundo trimestre devido às eleições para presidência. Segundo Silvio Campos Neto, “Temos riscos consideráveis no Brasil. E o processo eleitoral deste ano vai gerar muito ruído”.

Portanto, para aqueles que possuem algum dinheiro guardado ou pretendem viajar a trabalho, os especialistas recomendam que a compra de dólares seja feita neste momento, para que seja aproveitada a cotação atual, que deve subir nos próximos meses.

De acordo com o sócio da Tendências, “A queda do dólar não deve ser muito duradoura por conta do risco Brasil, principalmente em ano de eleição. Temos muitas coisas importantes acontecendo no exterior e aqui [no Brasil] temos um processo eleitoral carregado de incertezas”.

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João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

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