A economia brasileira cresceu 0,44% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Esse dado se refere ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é realizado pelo Banco Central (BC) e foi divulgado nesta terça-feira (19). Aliás, esse foi o avanço mais expressivo do indicador desde abril, ou seja, dos três últimos meses.
Em resumo, a economia brasileira encerrou o primeiro semestre em alta de 0,43%, refletindo dificuldades de crescimento da atividade do país nos primeiros meses do governo Lula.
Veja mais detalhes do desempenho do IBC-Br
Em 2023, o IBC-Br vem registrando mais taxas positivas do que negativas. Veja o desempenho da economia brasileira nos últimos meses, em comparação ao mês imediatamente anterior:
- Janeiro de 2023: +0,20%
- Fevereiro de 2023: +3,09%
- Março de 2023: -0,24%
- Abril de 2023: +0,99%;
- Maio de 2023: -1,83%.
- Junho de 2023: 0,22%.
- Julho de 2023: 0,44%.
Todos esses números passaram por um ajuste sazonal para que houvesse “compensação” em relação aos períodos diferentes. Dessa forma, os dados conseguem refletir a realidade da variação econômica do país, com dados ajustados e não apenas nominais, conforme as taxas inflacionárias de cada período.
Cabe salientar que o indicador do BC é considerado a ‘prévia’ do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O índice funciona como um sinalizador do que realmente está por vir em relação à atividade econômica do país.
Economia brasileira cresce na base anual
Além de ter avançado na base mensal, o desempenho da economia brasileira também cresceu na comparação anual. Em síntese, a atividade econômica do país cresceu 0,66% na comparação com julho de 2022. Isso mostra que os dados de 2022 foram mais fracos que os deste ano.
Inclusive, no ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,9%, em comparação com 2021. Esse foi o terceiro avanço da atividade econômica nos últimos quatro anos. Veja abaixo o desempenho da economia brasileira entre 2019 e 2022, na comparação com o ano anterior:
- 2019: +1,05%
- 2020: -4,2%
- 2021: +4,68%
- 2022: +2,9%
Nos últimos quatro anos, o único resultado negativo foi registrado em 2020 devido à pandemia da covid-19, que afundou a economia global, levando as maiores nações do planeta a uma recessão econômica.
No Brasil, o tombo foi o maior desde 1996 e interrompeu uma sequência de três anos de crescimento, período em que a atividade econômica do país acumulou alta de 4,6%. Todavia, de lá para cá, o país vem conseguindo superar as dificuldades, e as projeções para o crescimento do PIB em 2023 estão cada vez mais otimistas.




