Conforme informações oficiais do Banco Central do Brasil (BCB), a análise das projeções desagregadas dos especialistas revela que o aumento das expectativas da inflação para 2022 reflete perspectiva mais adversa para a evolução dos preços livres, em especial de bens industriais e de serviços, impactando na economia nacional por diversas vertentes.
Economia nacional: aumento internacional do valor dos combustíveis pressiona preços de energia para 2022
De acordo com o último Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central do Brasil (BCB), o movimento possivelmente repercute fatores como inércia da maior inflação corrente e percepção de maior lentidão na normalização dos gargalos de oferta em nível global, considerando o cenário pandêmico e a retomada gradual das atividades.
Sendo assim, o Banco Central do Brasil (BCB), informa que a mediana das projeções do Focus aponta para desinflação de 5,2p.p. no ano de 2022, que repercutiria arrefecimento dos choques e os efeitos contracionistas da política monetária.
Dessa forma, essa desinflação seria significativa, mas não a maior já observada desde a introdução do regime de metas para a inflação. Considerando a mudança em doze meses da taxa de inflação acumulada em doze meses, a maior desinflação foi 12,1 p.p, ocorrida de maio de 2003 para maio de 2004.
Economia: expectativas medianas de desinflação
De acordo com documento oficial do Banco Central do Brasil (BCB), outro episódio de desinflação marcante ocorreu entre agosto de 2016 e agosto de 2017, quando a desinflação observada foi de 6,5 p.p.



