Pela primeira vez na história, o Brasil conta com um Feriado Nacional da Consciência Negra. A data vem sendo celebrada justamente nessa quarta-feira (20). Por isso, vários trabalhadores estão aproveitando o dia de hoje para folgar.
Contudo, o fato é que várias prefeituras ao redor do país decidiram transferir a data do feriado para outros dias. Esse movimento acabou gerando um questionamento geral por parte dos trabalhadores. Afinal de contas, o empregador pode alterar a data de um feriado nacional?
Boa parte das prefeituras brasileiras decidiu antecipar o feriado do dia 20 para a segunda-feira (18). Isso aconteceu para implementar o feriadão dos trabalhadores, visto que a sexta-feira (15) também foi o feriado da Proclamação da República. Assim, esses cidadãos teriam um feriado ainda maior.
De acordo com a legislação trabalhista brasileira, não há nenhum problema em transferir a data de um feriado. Contudo, essa segunda data precisa ser um dia útil. Assim, os trabalhadores poderão ter um dia de folga assim como está planejado.
O caso do Rio Grande do Sul
Mas existem casos um pouco mais complexos. Foi o que aconteceu, por exemplo, na cidade de Dilermando de Aguiar, no Rio Grande do Sul. Por meio de um decreto, a prefeitura local decidiu transferir o feriado do dia 20 de novembro para o dia 23 de dezembro.
Neste caso, a grande maioria dos trabalhadores que atua como servidores públicos da prefeitura sequer teriam a possibilidade de ter uma folga, visto que estamos falando da antevéspera de natal, quando os trabalhadores já estão começando a entrar em recesso.
Como justificativa, o prefeito da cidade, Claiton Ilha (MDB), disse em entrevista que não enxerga nenhum tipo de racismo no seu município, e que por isso não faria sentido manter o feriado no dia 20.
“Não vejo mesmo, tanto que não temos, assim, nenhum crime racial aqui em Dilermando de Aguiar. Mas nós temos muito pobres, e é para os pobres que a gente deve trabalhar, independentemente da cor”, disse Ilha.

Decisão da Justiça do Rio Grande do Sul
Depois dessa declaração, a polêmica começou a repercutir nas redes sociais. A repercussão foi tamanha que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu se pronunciar.



