A pandemia tem provocado mudanças não só na rotina das empresas, exigindo dos colaboradores novas habilidades e competências, mas também no processo de recrutamento e seleção. Só em 2020, as entrevistas de emprego online cresceram 2.149%, conforme aponta levantamento feito pela revista Exame. Isto significa dizer que os candidatos às vagas de emprego não só tem que apresentar um bom currículo, mas também tem que saber se portar diante das câmeras.
Especialistas em RH explicam que a automação do processo de recrutamento e seleção já eram uma tendência antes da pandemia mas que, com o avanço do COVID-19, a digitalização dos processos de escolha dos candidatos foi acelerada.
Neste novo cenário, além da apresentação otimizada do currículo e da preparação necessária para as entrevistas de emprego, os candidatos também precisam apresentar habilidades e competências para lidar com as ferramentas online, como por exemplo a videoentrevista. Neste caso não basta apenas saber o que falar e saber se vestir, mas também como vai se apresentar.
Atualmente, as consultorias de recursos humanos têm utilizado dois tipos de videoentrevista: as gravadas e as “ao vivo”. No caso das entrevistas gravadas, geralmente o candidato recebe uma lista de questões antecipadamente e tem um tempo determinado para respondê-las. No processo de recrutamento, este tipo de videoentrevista acontece no início da seleção e serve como ferramenta de eliminação pelo setor de RH. Já as entrevistas “ao vivo” são aplicadas na etapa final e geralmente são acompanhadas pelo gerente da vaga disponível e o RH da empresa.
Algumas dicas são importantes para aqueles que querem ir bem na entrevista de emprego neste novo formato. De acordo com especialistas, é aconselhável que o candidato seja autêntico, pois o objetivo do recrutador é conhecer seu histórico profissional mais a fundo e ainda verificar as habilidades de comportamento do candidato, como a oratória, por exemplo. Para uma boa oratória, o candidato deve controlar a respiração, projetar sua voz com clareza, ter uma postura adequada e roteirizar o que vai falar, prevendo inclusive ênfases em determinados pontos do conteúdo que será disponibilizado. Treinar em frete a um espelho é uma boa alternativa.
Também é importante o tempo de gravação do vídeo. A apresentação pessoal não deve ultrapassar quatro minutos. O candidato precisa ver com quem vai “falar”. Isto ajuda a estruturar a entrevista, distribuindo o tempo determinado destinado para cada item ou questão apontado na entrevista e adequando sua linguagem para que a comunicação não sofra com ruídos que poderiam prejudicar a compreensão do responsável pela seleção.



