O Governo Federal, por meio do Programa Farmácia Popular, disponibiliza absorventes gratuitamente para a população em vulnerabilidade social desde a semana passada. Mais de 31 mil unidades credenciadas em todo o país participam dessa iniciativa, que integra o Programa de Proteção e Promoção da Saúde e Dignidade Menstrual, visando combater as desigualdades relacionadas à pobreza menstrual.
Para quem se destina os absorventes da Farmácia Popular?
A oferta é destinada a estudantes de baixa renda da rede pública, pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade extrema, bem como aquelas em unidades do sistema prisional. O processo para adquirir gratuitamente os absorventes nas unidades credenciadas do Farmácia Popular envolve alguns passos.
Para ser elegível, é necessário ser residente do Brasil, ter entre 10 e 49 anos, estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único) e ter uma renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa. Estudantes de instituições públicas podem retirar o item se estiverem cadastrados no CadÚnico, com a renda familiar mensal por pessoa limitada a meio salário mínimo (R$ 706). Para pessoas em situação de rua, não há limite de renda. Menores de 16 anos precisam de um responsável legal para realizar a retirada.
O procedimento para retirar o absorvente inclui:
1. Emitir a “Autorização do Programa Dignidade Menstrual” em formato digital ou impresso, gerada via aplicativo ou site do “Meu SUS Digital” (nova versão do aplicativo Conecte SUS), com validade de 180 dias;
2. Dirigir-se a uma unidade credenciada do Farmácia Popular (consulte a lista de farmácias autorizadas);
3. Apresentar a autorização juntamente com um documento de identificação oficial contendo o número do CPF.
Caso haja dificuldade no acesso ao “Meu SUS Digital” ou na emissão da autorização, é possível obter orientações em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com agentes de saúde ou profissionais.
Para pessoas em situação de rua, os Centros de Referência da Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centros POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua), centros de acolhimento e equipes de Consultório na Rua são locais de suporte.



