O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) teve um lucro líquido de R$ 12,8 bilhões no último ano de 2022. O número foi considerado abaixo do esperado. Em comparação ao ano de 2021, por exemplo, o valor foi 3,45% menor. A expectativa do Fundo Garantidor era ter um lucro de, no mínimo, R$ 15 bilhões neste período, contudo, as expectativas não foram alcançadas.
Segundo analistas, o lucro esperado não foi alcançado porque foi necessário aumentar a provisão para perdas em operações de crédito, ou seja, provisões para prejuízos. Na prática, todo este movimento significa que houve uma diminuição do lucro que deverá ser distribuído aos trabalhadores.
A distribuição
A distribuição do lucro do FGTS existe desde o ano de 2017. A ideia da medida é aumentar a remuneração do fundo, que sempre recebeu muitas críticas por ser mais baixa do que o esperado pelos cidadãos.
Em 2022, a rentabilidade da distribuição do lucro do FGTS foi de 5,8%, e agora, existe uma expectativa para que este patamar seja um pouco maior em 2023. Contudo, não será muito maior devido ao patamar do lucro, que foi menor do que estava sendo esperado pela Caixa Econômica Federal.
O percentual de distribuição vai ser divulgado apenas no próximo dia 5 de setembro, quando haverá uma reunião do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. A ideia é repassar mais de 90% deste lucro para os trabalhadores.
O plano é que o dinheiro seja distribuído para os cidadãos até o dia 31 de agosto deste ano. Embora o saldo seja depositado, seguem valendo as antigas regras do FGTS que apontam que o cidadão só conseguirá retirar a quantia em situações específicas. Veja abaixo alguns delas:
- demissão sem justa causa;
- acometimento de doenças graves;
- ser vítima de desastres naturais;
- aquisição de imóvel legal;
- aposentadoria.

As pessoas que optaram pelo sistema do saque-aniversário também podem se valer desta distribuição. Neste caso, a liberação é permitida todos os anos sempre no mês do seu nascimento, ou nos dois meses imediatamente seguintes.



