No mês de maio, um total de 438 mil famílias tiveram o cadastro aprovado no Bolsa Família pelo governo federal, no entanto, não receberam o benefício. Essa situação vai de encontro às expectativas do próprio governo, que buscava manter a fila do programa social zerada até o final de 2023, após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo Congresso Nacional.
Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que a fila do Bolsa Família estava zerada. Apesar disso, após a aprovação dos recursos adicionais pelo Congresso e a inclusão de todas essas famílias no programa, a fila do auxílio voltou a crescer.
O governo está agora em busca de soluções para enfrentar essa nova demanda e garantir o acesso ao benefício às famílias aprovadas. A preocupação é evitar que a fila de espera se torne um problema recorrente e comprometa os objetivos do programa em alcançar os mais necessitados.
Despesas do programa social
A redução na projeção de gastos com o programa Bolsa Família levanta questionamentos sobre a possível causa do represamento de novas concessões. A Folha entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para obter esclarecimentos sobre essa questão, porém, o ministério não respondeu diretamente à pergunta.
Em nota, o MDS confirma que a estimativa de despesas com o Bolsa Família neste ano é de R$ 168 bilhões e menciona que essa projeção está sujeita a alterações a cada relatório de avaliação bimestral, de acordo com o fluxo de entrada e saída de beneficiários do programa. Além disso, o ministério destaca que esse ciclo de processos, característico do programa, assegura a entrada contínua de novas famílias.
A nota também menciona o pagamento médio de R$ 670 por família. Esse valor do benefício é inferior à previsão inicial de R$ 714, que só deverá ser atingida neste mês de junho, quando o novo formato do Bolsa Família for implementado, pagando as novas parcelas adicionais.



