Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social que aguardam na longa fila de análise do INSS vão receber, com a primeira parcela do benefício, os pagamentos por mês acumulados desde quando foi feito o requerimentos. A quantia será corrigida pela inflação.
Os valores a serem pagos aos segurados são conhecidos como atrasados e são devidos para quem aguarda por mais de 45 dias a análise de seu pedido. Segundo o INSS, atualmente o tempo médio de concessão de uma aposentadoria é de cerca de 4 meses. Veja o tempo médio de espera para cada benefício:
- Aposentadorias: 125 dias
- Pensões: 86 dias
- Salário-maternidade: 63 dias
O Instituto de Estudos Previdenciários (IEPREV) simulou ao portal da UOL os valores de atrasados para quem solicitou benefícios de janeiro a junho de 2019 e recebeu o valor em dezembro do ano passado, último mês em que foi divulgado o índice de inflação. Os benefícios que serão concedidos a partir de janeiro de 2020 terão acréscimo da inflação do respectivo mês.
Os cálculos do INSS
Quem entrou com o pedido no INSS em janeiro de 2019 e teve aposentadoria concedida no final do ano, em dezembro, no valor do salário mínimo (R$998 – 2019), teria direito a R$ 13.222,50 pelo tempo de espera.
Ainda segundo cálculo do Ieprev, quem se aposentou pelo teto (R$5.839,45 – 2019) e esperou pelo mesmo período, de janeiro até dezembro, receberia, pelo mesmo período, R$ 77.366,87 de atrasados. Os cálculos do Instituto considera que o segurado fez ao menos 80% das suas contribuições sobre o teto previdenciário desde julho de 1994.
Para estimar o valor dos atrasados, o trabalhador vai ter que conferir a data do pedido do benefício. Vale destacar que os atrasados devem ser contados desde a data em que o requerimento foi feito, seja pelo telefone 135 ou pelo site Meu INSS.
A data do requerimento pode ser vista na carta de concessão do benefício. No documento também é possível conferir os salários acumulados mês a mês.
INSS 2020: calcule o novo valor de seu benefício e os descontos
Nesta semana, o governo oficializou o reajuste de 4,48% nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além do reajuste, as faixas de contribuição ao INSS dos trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada também sofreram os reajustes.


