Fim da novela. Na noite desta terça-feira (28) o polêmico projeto que acaba com a isenção para compras internacionais de até US$ 50. A decisão ocorreu depois de um acordo entre o poder legislativo e o governo federal. A nova alíquota a ser aplicada nas vendas será de 20%.
“Propomos revogar a possibilidade de importações via remessa postal que hoje estão isentas, para não gerar desequilíbrio com os produtos fabricados no Brasil, que pagam todos os impostos e sofrem com a concorrência desleal de produtos isentos do exterior”, argumenta o relator do projeto, o deputado Átila Lira.
O projeto ainda não está valendo de fato. Depois da aprovação na Câmara dos Deputados, o texto deve seguir para análise no Senado Federal. Caso seja novamente aprovado sem mudanças, o documento segue para o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já sinalizou que vai vetar o tema.
O que muda para o consumidor
Até o ano passado, a legislação brasileira previa que todos os produtos estrangeiros deveriam ser taxados pelo imposto de importação, com alíquota de 60%. Mas com o Remessa Conforme, ficou definido que os produtos que custam menos do que US$ 50, passariam a ter uma isenção completa do imposto.
Com a nova aprovação do texto, fica definido que os produtos que custam menos do que US$ 50 voltarão a serem taxados, mas com uma alíquota menor do que a aquela que era ampliada anteriormente: 20%. Para os produtos que custam mais do que US$ 50, nada muda. Nesta caso, segue valendo a alíquota de 60%.
Lira defendeu a aprovação da taxação
Ainda na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira defendeu publicamente o aumento da taxação em compras estrangeiras, mesmo nos casos dos produtos que custam menos do que US$ 50. Como dito, hoje estes produtos são isentos do chamado imposto de importação.
“O que a gente quer é uma justiça tributária. A gente quer que as importações possam pagar o mesmo valor aproximado que a indústria nacional. A proposta é ver quanto mais ou menos as empresas nacionais pagam para vender no varejo. Hoje a indústria nacional paga de 42% a 47%, e as importações não pagam nenhum imposto federal”, disse o deputado.



