A Reforma Tributária tem sido um tema bastante discutido no cenário político e econômico brasileiro. Dentre as propostas em pauta, uma das medidas que tem ganhado destaque é a criação de uma “cesta básica nacional” com a redução de impostos para produtos selecionados.
Entenda a Reforma Tributária e a possibilidade de uma cesta básica nacional
Atualmente, cada estado possui uma lista própria de produtos com redução de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o que gera uma heterogeneidade de impostos entre as regiões do país. Já os impostos federais incidentes sobre os produtos da cesta básica são zerados.
Em suma, com o objetivo de simplificar o sistema tributário e promover uma maior uniformidade no país, a proposta de Reforma Tributária busca unificar cinco impostos. Desse modo, criando o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para substituir o ICMS e o ISS (Imposto sobre Serviços).
Além disso, pretende-se instituir a Contribuição para Bens e Serviços (CBS). Dessa forma, para substituir o PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Tratamento diferenciado para a cesta básica
Em resumo, dentro do contexto da Reforma Tributária, uma das propostas é oferecer um tratamento diferenciado para os produtos que compõem a cesta básica. Dessa forma, o relatório apresentado prevê a instituição de uma redução de 50% na alíquota padrão para esses produtos, após a aprovação da reforma.
Desafios e estimativas da redução de impostos
Contudo, apesar da proposta de redução de impostos para a cesta básica, especialistas apontam que tal medida pode não ser suficiente para conter o aumento de preços.
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a redução de 50% na alíquota não será capaz de compensar outros fatores que impactam nos custos dos produtos básicos.
A equipe econômica e a contestação dos cálculos
Em resumo, diante das estimativas da Abras, a equipe econômica do governo contesta os cálculos, visto que defende que a redução de 50% na alíquota do novo imposto sobre a cesta básica será suficiente para evitar um aumento expressivo nos preços.
A equipe afirma que, levando em conta uma alíquota geral de 25% para o novo imposto, a aplicação sobre os produtos da cesta básica resultaria em uma incidência de 12,5%. Desse modo, não teria um impacto tão expressivo nos preços praticados nos supermercados.



