O relatório regular de supervisão da economia brasileira (Consulta do Artigo IV de 2023) divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ressaltou a “ambiciosa agenda de crescimento inclusivo e sustentável” proposta pelo novo governo do Brasil.
O FMI prevê um crescimento de 2,1% para este ano e de 1,2% em 2024 no país. Isso converge gradualmente ao potencial da economia brasileira no médio prazo, em torno de 2%. De acordo com o Artigo IV do Acordo Constitutivo do FMI, todos os 190 países-membros, incluindo o Brasil, devem se submeter regularmente a essa avaliação.
Estimativas do FMI são conservatórias, segundo o Ministério da Fazenda
O Ministério da Fazenda afirma que as estimativas do FMI são consideradas conservadoras pelo governo brasileiro. Assim, estão abaixo da mediana das estimativas de mercado. O relatório do FMI destaca que a inflação está em uma trajetória de queda, mas que o núcleo e as expectativas ainda apresentam alguma resistência.
O Fundo reconhece que o Brasil enfrenta desafios econômicos tanto no curto quanto no longo prazo para alcançar a agenda proposta pelo governo. Entre os desafios mencionados estão:
- Crescimento potencial relativamente baixo;
- Questão da inflação;
- Endividamento das famílias;
- Falta de espaço fiscal para gastos prioritários, incluindo investimentos públicos;
- Riscos relacionados às mudanças climáticas.
No relatório, são mencionados de forma positiva alguns pontos como:
- Reforma tributária;
- Novo arcabouço fiscal;
- Fortalecimento de mecanismos de resolução de disputas tributárias;
- Programa Desenrola do Governo Federal.
Fim do recesso parlamentar e a Reforma da Previdência
Com o fim do recesso parlamentar, o Congresso Nacional enfrentará pautas urgentes e importantes durante este segundo semestre, contando de amanhã terça-feira (01). No Senado e na Câmara, será priorizada a agenda econômica, incluindo:
- Votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias);
- Arcabouço fiscal/Reforma tributária;
- Análise dos vetos e das medidas provisórias do Executivo.
Também haverá o retorno da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de janeiro, assim como a retomada de discussões acerca do projeto de lei para combate às fake news em plataformas digitais.

Reforma não foi enviada para o Senado
Embora a reforma tributária, baseada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, tenha sido aprovada pela Câmara em 7 de julho, não foi encaminhada ainda para o Senado. Prevê-se que a Casa promova alterações no texto. Nesse sentido, as alterações retornarão para que a Câmara analise antes do Legislativo aprovar finalmente.



