Desde 2020, o Governo Federal vem lidando com fraudes e erros na concessão de benefícios social. Na época, com o Auxílio Emergencial, muitas pessoas tiveram que devolver os valores liberados indevidamente.
No entanto, a situação ainda prevalece com o Auxílio Brasil. Segundo especialistas econômicos, as fraudas estão ligadas, principalmente, com a falta de orientação no que se refere a inscrição do Cadastro Único (CadÚnico).
Em suma, a alegação é que o Governo Federal não tem executado o papel básico de instruir a população de baixa renda quanto as regras de inclusão, manutenção e uso do CadÚnico.
Ademais, os administradores municipais já estão cheios pela responsabilidade de gerir os cadastros feitos em massa pelos brasileiros que querem ser incluídos no Auxílio Brasil depois da ampliação.
“Houve um aumento no público do Bolsa Família —pulou de 2 milhões para 5 milhões de pessoas que moram sozinhas, de acordo com o CadÚnico. Você acha que existe população pobre morando sozinha? Isso é uma coisa malfeita deste governo. E terá que ser revisto e reconstruído”, diz a ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
De acordo com a especialista, houve um crescimento descontrolado dos registros no CadÚnico. Para ela, seria ideal que o governo adotasse técnicas para permitir a inscrição apenas de cidadãos que realmente se enquadram no perfil exigido.
Essa prática seria essencial para evitar fraudes no Auxílio Brasil e demais programas sociais. Segundo a pesquisadora Denise de Sordi, o Governo Federal perdeu a capacidade de controlar os cadastros das famílias, o que traz uma influência negativa.
Já para a economista Luciana Rosa, o programa precisa de uma ferramenta pública eficiente, que seja capaz de evitar falhas nas inscrições, o que não inclui os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), onde as inscrições do CadÚnico são feitas.
Cadastro no Auxílio Brasil
Em primeiro lugar, é importante reforçar que não há inscrições diretas para participar do programa. A inclusão no Auxílio Brasil ocorre a partir do registro no CadÚnico. Trata-se de um banco de dados que reúne informações da população de baixa renda do Brasil.



