Com os alto preços do gás de cozinha ultrapassando R$ 100 em algumas regiões, as famílias brasileiras mais pobres tem se visto obrigadas a voltar a utilizar lenha. O uso do item cresceu 1,8% em 2020 se comparado a 2019, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Para se ter uma ideia, a lenha foi inclusive mais usada nas residências do país totalizando 26,1% de participação e só depois o gás de cozinha (GLP) aparece com 24,4%. As informações foram publicadas pelo Estadão.
Analisando a história a notícia parece ser um problema ainda maior. “Até a metade do século 18, a lenha era a energia predominante, antes da invenção da máquina a vapor. Com o avanço tecnológico, o carvão e, depois, o petróleo e o gás assumiram a dianteira como fonte de energia. O avanço da lenha no Brasil representa um retrocesso em 200 anos”, afirmou Rodrigo Leão, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), em entrevista ao Estadão.
Neste cenário, opções diante da crise são levantadas, mas ainda difíceis de serem aplicadas. “Poderiam ser construídos grandes biodigestores e canais de distribuição de biometano nas comunidades, por exemplo. Mas esbarramos em muitas dificuldades, até na coleta seletiva do lixo”, diz Carla Achão, superintendente de Estudos Econômicos, Energéticos e Ambientais da EPE, em entrevista ao Estadão.



