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Gasolina sofre novo reajuste e sobe 3,3%, litro chega a custar R$ 7,49, segundo ANP

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura
Projeto que estabiliza preço dos combustíveis é aprovado pelo Senado

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Após sofrer reajuste anunciado pela Petrobras no início do mês, o preço do litro da gasolina nos postos do país subiu 3,3% na semana passada. Assim, o preço do litro do combustível atingiu o valor médio de R$ 6,32 e máximo de R$ 7,49, segundo a ANP, (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Combustível). O preço do gás de cozinha (GLP) também sofreu reajuste.

Nesse contexto, o aumento da gasolina e do gás de cozinha foi de 7,2%, com o reajuste feito pela Petrobras que entrou em vigor no dia 9 de outubro. Sendo assim, foi feito um repasse para todos os postos de combustíveis do país, para que os mesmos pudessem reajustar o preço da gasolina de acordo com a tendência de cada estado.

Agora, com o repasse do reajuste feito nos postos de gasolina do país, é possível encontrar o litro da gasolina acima de R$ 7 em seis estados do país. Os estados cujo preço do litro do combustível chegou acima dos R$ 7 foram: Acre (R$ 7,30), Mato Grosso (R$ 7,04), Minas Gerais (R$ 7,17), Rio Grande do Sul (R$ 7,49), Rio de Janeiro (R$ 7,39), Piauí (R$ 7,15).

Já o preço do botijão de gás, por sua vez, teve alta de 1,8% nos postos de venda nessa última semana. Sendo assim, o preço da commodity utilizada nas cozinhas brasileiras atingiu o valor médio de R$ 100,44 e o valor máximo de R$ 135. Além disso, a ANP também registrou avanço de 0,9% nos preços do litro do etanol.

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Fatores que alteram o preço da gasolina e outros combustíveis

Economistas reiteram que o preço dos combustíveis sobe, principalmente, de acordo com as cotações do preço do petróleo no mercado internacional e do dólar. Além disso, dentro dos estados, o preço varia de acordo com a tributação estadual e dos custos logísticos das distribuidoras para levar combustível até os postos.

Dados informados pela Petrobras indicam que, entre janeiro e outubro, o preço do litro do diesel acumula alta de 51% nas refinarias. E o preço da gasolina já acumula alta de 61% desde janeiro. No entanto, apesar dos reajustes feitos, analistas afirmam que ainda existe uma defasagem em relação aos valores cobrados no mercado internacional e que a estatal terá que anunciar novos aumentos.

Porém, dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que o diesel ainda continua com preço 15% abaixo do que é vendido no exterior nesta primeira quinzena de outubro. Sendo assim, é possível fazer uma previsão de novos aumentos dos combustíveis feitos pela Petrobras.

Preço dos combustíveis e a inflação

A escalada do preço dos combustíveis é um dos principais fatores de pressão sobre a inflação brasileira. Sendo que, no mês de setembro, a inflação acelerou para 1,16%, a maior alta para o mês desde o início do Plano Real, fator este que quebrou a barreira simbólica de dois dígitos no acumulado de 12 meses.

Para tentar reverter os impactos dos aumentos, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que altera as regras de cobrança do ICMS. Sendo assim, o projeto, criticado por governadores e especialistas, promete reduzir em 7% o preço da gasolina.

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João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

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