De acordo com Aloizio Mercadante, coordenador do governo de transição de Luiz Inácio Lula da Silva, será encaminhada ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma nota técnica sobre indícios de abuso econômico e de autoridade do governo de Jair Bolsonaro (PL) por meio do programa social Auxílio Brasil durante o período eleitoral.
“Tivemos uma campanha eleitoral que enfrentou assédios de igrejas, de empresários e do Estado sobre os eleitores”, disse. “Não pode haver abuso de poder econômico e político. Não pode utilizar recursos públicos para comprar votos. São esses os incisos que nós queremos que sejam apurados”, complementou Mercadante.
Inclusão indevida de famílias no Auxílio Brasil
De acordo com o comitê de transição, durante a campanha eleitoral ocorreu um “estranho crescimento” de famílias com apenas um integrante no Auxílio Brasil. “Nós vamos representar no TCU, na CGU, junto ao Ministério Público, a Justiça Eleitoral, todas as instâncias competentes esses graves indícios de crime eleitoral que nós tivemos nas últimas eleições”, pontuou Mercadante.
Para Tereza Campello, coordenadora do grupo de assistência social no governo de transição, é importante que o núcleo familiar dos beneficiários do Auxílio Brasil sejam analisados. “Os R$ 600 serão mantidos. Vamos fazer uma construção para começar a retomar a cara do Bolsa Família, que olhava também a composição familiar. Tivemos um problema de destruição do desenho do Bolsa Família”, disse.
“Hoje um homem que mora sozinho e uma mãe com duas crianças com menos de três anos de idade ganham a mesma coisa, R$ 600. Um ganha R$ 600 per capita e outro R$ 200 per capita”, disse. “Precisamos retomar esse desenho [do Bolsa Família], garantir mais equidade. Agora, isso não pode ser feito de sopetão, como o governo Bolsonaro fez”, complementou.



