O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu bloquear R$ 211 milhões do orçamento do Ministério do Trabalho e da Previdência. Dados oficiais apontavam que a pasta contaria com R$ 225 milhões para terminar o ano de 2022. Com a decisão, sobrarão apenas R$ 7 milhões para cobrir os custos. A informação é do jornalista Kenzô Machida, da CNN Brasil.
Ainda de acordo com o colunista da emissora, a expectativa é de que este corte tenha impacto imediato no funcionamento do INSS em diversas frentes. Vale lembrar que o Instituto Nacional do Seguro Social é diretamente ligado ao Ministério do Trabalho e da Previdência. Assim, é natural que o sistema seja afetado.
É possível que com o corte algumas agências precisam ser fechadas ao menos até o final deste ano. Além disso, relatos feitos à emissora também dão conta do risco de falta de dinheiro para fiscalizações trabalhistas, como o núcleo que combate o trabalho escravo e infantil por todo o país.
Este não é o primeiro corte feito por Bolsonaro depois da derrota nas eleições deste ano. Na segunda-feira (28), a equipe econômica decidiu cortar R$ 1,7 bilhão do Ministério da Educação. A decisão gerou polêmica e causou reações sobretudo de representantes de universidades e institutos federais pelo país.
Os cortes não surpreendem porque ainda na última semana, o governo anunciou que faria uma série de bloqueios no orçamento da União neste final de ano. Desta forma, é provável que as áreas da educação e da previdência não sejam as únicas que sofrerão cortes. A expectativa é de que mais anúncios neste sentido até o final desta semana.
Este movimento de cortar pontos do orçamento já era esperado mesmo antes das eleições. Com o aumento dos gastos do Governo Federal, existia a expectativa de que seria necessário cortar despesas de outras áreas, para que o poder executivo conseguisse bancar as despesas que foram feitas antes do pleito, de modo que não se fure o teto de gastos públicos.



