A decisão do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) em reduzir o teto da taxa de juros do empréstimo consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda está causando forte repercussão. A alíquota passou de 2,14% para 1,70% ao mês.
O presidente da Federação dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney, falou sobre o assunto na última terça-feira (21). O executivo afirmou que o teto de juros a 1,70% ao mês para o consignado do INSS “não suporta” nem mesmo os custos dos bancos.
Uma nova taxa de juros
A Febraban e o Governo Federal estão negociando um novo percentual que, segundo Sidney, deve atender a todos. O objetivo é contemplar o interesse do governo em beneficiar os segurados do INSS e os bancos. A nova taxa deve ser definida até sexta-feira (24).
Neste sentido, assim que for definido um novo teto de juros, que deve ser abaixo de 2,14% e acima de 1,70%, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, vai convocar novamente uma reunião com o CNPS para regulamentar a nova taxa.
Bancos suspenderem o consignado do INSS
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), disse: “Há preocupação de que os baixos tetos estabelecidos afetem de maneira relevante a oferta de crédito, de modo que este público seja obrigado a migrar para modalidades com taxas mais elevadas, como o empréstimo pessoal (taxa média de 5,24% a.m.). Estimamos riscos relevantes de concentração do mercado em instituições de maior porte e bancos públicos”.


