O Governo Federal desistiu da ideia de criar um fundo de estabilização para o preço dos combustíveis no país. A decisão foi tomada em uma reunião no Palácio do Planalto na última quinta-feira (28) e a avaliação feita pelo governo afirma que não há recursos suficientes em caixa para amenizar a alta no valor dos combustíveis e nem para frear o impacto nos próximos meses.
A proposta idealizada pelo governo federal era de usar parte da arrecadação com royalties de petróleo para abastecer o “fundo de estabilização”, uma proposta de Emenda à Constituição Federal. Desse modo, quando o valor do Petróleo subisse, a Petrobras e outras importadoras do combustível fóssil poderiam utilizar o fundo para amenizar a alta no preço dos combustíveis. A ideia era bastante conveniente para Jair Bolsonaro nesse período que antecede as eleições de 2022.
Apesar do fundo de estabilização ser retirado da PEC, ainda existe a possibilidade de que o governo reduza tributos federais a zero, se for necessário, sobre o diesel e gás de cozinha (GLP).
Entenda a relação do dólar com o preço dos combustíveis
Desde 2016, durante o governo de Michel Temer, a Petrobras utiliza o Preço de Paridade Internacional (PPI) para definir o valor da gasolina no Brasil. Desse modo, além da demanda mundial, a taxa de câmbio também acaba interferindo no valor da gasolina e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
Sendo assim, o preço do combustível varia de acordo com as o mercado internacional. O PPI é calculado com base no valor de aquisição do petróleo com o crescimento de custos logísticos até o consumidor final, ou seja, são adicionados gastos com frete marítimo, taxas portuárias e transporte rodoviário.



