Mais uma vez, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fracassou em chegar a um acordo para aumentar o teto de juros do crédito consignado aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Após reunião que ocorreu na última segunda-feira (27), o impasse entre os grupos envolvidos continuou. Neste sentido, ainda não houve um consenso entre o ministro da Previdência, Carlos Lupi, e os secretários executivos da Casa Civil, Miriam Belchior, e da Fazenda, Gabriel Galípolo.
Por esta razão, haverá uma nova reunião, prevista para esta terça-feira (28), entre integrantes do governo para decidir finalmente sobre o limite que pode ser praticado pelas instituições financeiras, antes da reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
Segundo informações, a Previdência Social defende o teto de juros o mais próximo dos atuais 1,7% ao mês, enquanto outros responsáveis do governo julgam ser necessário que a taxa chegue perto dos 2%. Lembrando que a crise começou após a redução da alíquota.
Embora tenha sido uma decisão do CNPS, não houve a participação ou consulta técnica do Ministério da Fazenda ou do Ministério da Casa Civil. Assim, enquanto há discussões sobre o novo limite de juros, os bancos reagem deixando de oferecer o empréstimo consignado.
A justificativa das instituições financeiras que já tiraram o serviço de seus catálogos é a mesma. O patamar fixado em 1,7% pelo CNPS inviabiliza a operação pois deixa a margem de lucro das instituições negativa. Dessa forma, é necessário que uma nova margem seja definida pelo governo.


