O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, fez um anúncio no qual falou sobre o teto de juros cobrados nos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, o Governo Federal espera aproveitar a redução da taxa básica de juros anual, Selic, em 0,50%.
Todavia, no momento atual, o teto da taxa de juros para os empréstimos consignados do INSS está em 1,97% ao mês. O pagamento desse tipo de crédito aos aposentados e pensionistas é diretamente em sua folha. Carlos Lupi, dessa maneira, defende uma redução expressiva dessa taxa.
Vale ressaltar que em janeiro, no início do mandato do presidente Lula (PT), o Governo Federal buscou estabelecer um teto para os juros de 1,70%. Entretanto, o Palácio do Planalto teve que desistir da ideia devido ao fato de que as instituições financeiras do país reclamaram da medida. Ele então voltou atrás de sua decisão.
Segundo o ministro da Previdência Social, ele espera retornar a estudar o tema em questão, devido ao fato de o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, ter reduzido a taxa Selic em 0,50 pontos percentuais. Além disso, houve a sinalização de que os juros poderão cair ainda mais durante o ano de 2023.
Consignado do INSS
Dessa maneira, Carlos Lupi diz que “Nós vamos estudar isso. Minha proposta era de 1,70%, fui chamado de ignorante, surreal, despreparado, que não sabia nada, hoje já está sendo cobrado por alguns bancos esse valor”. Analogamente, o ministro da Previdência Social se refere neste caso, às instituições financeiras públicas.
Podemos destacar a Caixa Econômica Federal, que estava cobrando cerca de 1,74% em suas operações e que, agora, com a redução da Selic, anunciou que pode passar a cobrar 1,70% ao mês. O Banco do Brasil reajustou os juros de 1,81%, para 1,77% na faixa mínima, e de 1,95%, para 1,89% no limite máximo.
No entanto, Carlos Lupi afirmou que é preciso ainda estudar se é possível reduzir o teto de juros para esse tipo de empréstimo do INSS. Ele diz que isso será feito nas próximas semanas, e que deve levar o tema ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que é o responsável por fixar a alíquota seguida pelos bancos.




