O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional, em 15 de abril de 2026, o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 com uma proposta clara: o salário mínimo passaria para R$ 1.717, um aumento nominal de 5,92%. Para quem vive com esse valor, a diferença é de R$ 95 no bolso todo mês.
Mas o documento vai além do próximo ano. O governo também apresentou projeções para 2028, 2029 e 2030 — um roteiro financeiro que mostra para onde o piso salarial do país caminha nos próximos anos.
Confira tudo o que está previsto, como o reajuste é calculado e o que isso significa na prática para trabalhadores, aposentados e beneficiários.
Qual é o valor do salário mínimo proposto para 2027?
A proposta oficial é de R$ 1.717 a partir de 1º de janeiro de 2027, com crescimento nominal de 5,92% em relação ao mínimo vigente em 2026, de R$ 1.622.
Vale destacar que essa proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. O PLDO é um projeto de lei, não uma decisão definitiva. O valor final pode ser alterado durante a tramitação legislativa.
Para quem recebe benefícios vinculados ao piso — como o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e aposentadorias de um salário mínimo pelo INSS — o aumento também se aplicaria automaticamente.
Como o salário mínimo de 2027 foi calculado?
O reajuste proposto segue a fórmula reativada em 2023, que combina dois fatores:
Correção pelo INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mede a inflação que afeta diretamente as famílias de baixa renda. Para 2027, o governo projeta um INPC de 3,06% acumulado nos 12 meses encerrados em novembro de 2026.
Ganho real vinculado ao crescimento do PIB
Além da correção pela inflação, o mínimo recebe um ganho real equivalente ao crescimento do PIB de dois anos antes — no caso de 2027, o crescimento de 2025.
A estimativa é que a economia cresceu 2,3% em 2025. Essa taxa está abaixo do teto de 2,5% previsto pelo arcabouço fiscal, o que permite a aplicação integral do ganho.
O papel do arcabouço fiscal nesse cálculo
O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024 incluiu o salário mínimo nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real dos gastos públicos entre 0,6% e 2,5% ao ano. Como o crescimento do PIB em 2025 fica dentro desse teto, nenhum corte foi necessário.




