Em breve, usuários que fazem parte do Cadúnico poderão ganhar novas facilidades no processo de atualização do sistema. Para tanto, o governo federal quer contar com a ajuda dos Correios, a estatal que tem capilaridade em todos os municípios do país.
Nesta segunda-feira (8), o ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT) teve um encontro com o atual presidente dos Correios, Fabiano Silva. Em pauta, estava justamente a realização de uma parceria para ampliar o acesso das pessoas a serviços sociais.
Hoje, a avaliação dentro do governo federal é de que os Correios possuem uma penetração muito maior na vida das pessoas. Milhões de brasileiros estão neste momento mais próximos de uma sede dos Correios, do que de um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), por exemplo.
“Os Correios trabalham com experiência em diferentes áreas, como o Exporta Fácil, as condições de armazenagem e a qualificação, Assim, temos a oportunidade de trabalhar e integrar mais fortemente com o social”, disse o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.
O atual presidente dos Correios também elogiou a medida. “Os Correios chegam em todos os municípios do país e, agora, estamos chegando também nas comunidades, favelas, além dos serviços itinerantes, por meio de uma van dos Correios”, revelou.
Parceria com os Correios
De antemão, a parceria entre o Ministério e os Correios poderia trazer dois pontos:
- a implantação de postos de cadastramento nos Correios para facilitar a atualização do Cadastro Único (CadÚnico);
- oferta de crédito para microempreendedores.
“Temos cerca de 95 milhões de pessoas no CadÚnico e que precisam, a cada dois anos, atualizar os seus dados. Nesse diálogo, trabalhamos uma parceria que vamos testar como postos de cadastramento (os Correios), garantir a facilidade para as pessoas atualizarem o seu cadastro para permanecerem no CadÚnico”, explicou Wellington Dias.
Não seria a primeira vez
A ideia de usar os Correios para facilitar o acesso de cidadãos a benefícios sociais, no entanto, não é nova. Durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a estatal foi usada como sede de inscrição no sistema do programa Auxílio Emergencial, que foi pago durante a pandemia do coronavírus no Brasil.
“Há uma porção importante da sociedade brasileira que é ainda mais vulnerável e que precisa de ajuda para fazer o cadastramento, contestar uma informação. Então, esse convênio é importante porque os Correios têm uma vasta capilaridade em todas as cidades brasileiras. As agências dos Correios estão preparadas para receber as pessoas”, disse o então ministro do extinto ministério da Cidadania, Onyx Lorenzoni.




