Muitos estudantes acreditam que falar ou usar o gerúndio na escrita é incorreto, contudo, o gerúndio é uma das três formas nominais do verbo e se distingue do gerundismo. Continue a leitura para entender melhor.
Na língua portuguesa, os verbos, uma das classes de palavras mais amplas, possui três formas nominais: infinitivo, particípio e gerúndio.
As formas nominais do verbo são assim chamadas porque podem desempenhar tanto função de verbo, quanto função de nome. Além disso, se distinguem das demais formas verbais por não fazerem parte de nenhum tempo ou modo verbal.
Gerúndio
Nesse sentido, o gerúndio expressa o processo de uma ação. Assim, as gramáticas definem o gerúndio como uma das formas nominais do verbo que apresenta o processo verbal em curso e que desempenha a função de adjetivo ou advérbio.
Essa forma nominal não pode ser flexionada e é marcada pela terminação em -ndo: odiando, varrendo, sorrindo.
A ação expressa pelo verbo pode ser simultânea a outra, acontecer num momento preciso, indicar repetição, intensidade ou mesmo progressão. Assim, o gerúndio pode ser empregado tranquilamente na língua em diversos contextos, como os exemplificados abaixo:
Ela estava escrevendo enquanto a professora ditava.
A ventania veio forte, destruindo todos os telhados da cidade.
Marta anda chorando muito, estou ficando preocupada.
Estava buscando respostas em vão.
Fiquei sabendo do casamento depois de todos.
Além disso, o gerúndio possui também uma forma composta, podendo ser formado pela junção do verbo auxiliar (tendo) com particípio do verbo principal na oração:
Tendo descansado não queria mais confusão com ninguém.
Gerundismo
O uso do gerúndio é perfeitamente aceito, se feito da forma correta. Contudo, muitos falantes e estudantes acabam caindo no gerundismo.



