O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou nesta semana que vai retomar o processo de liberação do consignado para os segurados que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). Trata-se do projeto previdenciário que faz pagamentos de R$ 1.320 mensais para idosos e pessoas com algum tipo de deficiência que não estão conseguindo trabalhar.
Esta não é a primeira vez que este complemento está sendo liberado. Ainda no segundo semestre do ano passado, o Governo Federal liberou o consignado para os segurados do BPC. Contudo, na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esta liberação foi suspensa. O Governo atual entendeu que não seria responsável liberar o saldo para um público mais humilde, como é o caso dos usuários do BPC.
Contudo, depois de uma longa negociação com membros da oposição, o Governo Federal decidiu voltar atrás da decisão. No texto da MP que recria o Bolsa Família ficou estabelecido que o consignado poderia ser liberado mais uma vez para os usuários do BPC, desde que o cidadão que faz parte do programa decida que precisa da quantia.
As condições
Segundo informações oficiais, a MP do Bolsa Família define que o consignado para os usuários do BPC terá uma margem consignável de 35%. Na prática, isto significa que o cidadão poderá comprometer até 35% do seu benefício por mês no pagamento do seu empréstimo.
Considerando que o BPC faz pagamentos de R$ 1.320 por mês, é possível afirmar que os cidadãos interessados em entrar no consignado poderão comprometer até R$ 462 por mês com estes pagamentos.
No final das contas, o INSS decidiu reduzir esta margem consignável para os segurados do BPC. Para os demais públicos do Instituto, este teto é maior. O cidadão que recebe uma aposentadoria por mês, por exemplo, pode comprometer até 45% do seu recebimento.
Ainda não há informações sobre a taxa máxima de juros que poderá ser cobrada para este consignado. Para os aposentados, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) já confirmou que o limite estabelecido será de 1,97% ao mês.
A expectativa é de que o INSS aplique e divulgue uma regulamentação oficial ainda antes do mês de agosto para definir estes detalhes e decidir se a taxa de juros vai ter um teto, e qual seria este limite para os segurados.




