Entre fevereiro e agosto deste ano, os ciberataques ao governo e ao setor militar da Ucrânia aumentaram 112%, enquanto o mesmo setor da Rússia teve diminuição de 8%. Os dados são da Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software Technologies, e mostram como a Rússia age não só através de um conflito armado, mas também por meio de ciberataques.
LEIA MAIS: No Rio, Cadúnico volta a funcionar depois de ataque hacker
Com apenas três dias de conflito no final de fevereiro, a CPR observou um aumento de 196% nos ataques cibernéticos ao governo e ao setor militar da Ucrânia. E esses ataques não mostraram sinais de desaceleração nos meses seguintes. Nesses últimos seis meses, foram mais de 1,5 mil ciberataques semanais em média em todas as redes corporativas na Ucrânia, maior que a média global (1.124 ciberataques semanais) e maior que na Rússia (1.434 ciberataques semanais).
Também foi registrado um aumento de 25% na média semanal de ataques cibernéticos em redes corporativas na Ucrânia, em comparação com o início do ano anterior ao conflito (01/01/2022 – 21/02/2022). Para se ter uma base de comparação, a taxa de crescimento dos ciberataques foi de 0,1% no período, enquanto a Rússia teve um aumento maior, de 13%.
O setor mais atacado na Ucrânia foi o setor financeiro, com uma média de 1.841 ciberataques por organização a cada semana, uma queda de 29% em relação ao período anterior ao conflito. Na sequência, aparecem o governo e o setor militar, com uma média de 1.406 ataques semanais por organização, que também registrou o maior aumento nos ataques cibernéticos semanais com um aumento de 112% em comparação com período anterior ao conflito.
Conflito nas redes também atinge Rússia
Pesquisadores da CPR dizem que a estatística que mais chama a atenção é o aumento de 112% nos ataques cibernéticos ao governo e ao setor militar da Ucrânia, enquanto na Rússia houve uma diminuição de 8% sobre esse setor. A porcentagem é impactada pelo maior isolamento das redes governamentais russas da internet global, promovendo maior segurança.
A CPR também informou que o setor mais atacado na Rússia durante o conflito foi o financeiro, com uma média de mais de 2,6 mil ataques por organização a cada semana, um aumento de 24% em comparação com o período anterior ao conflito. O segundo setor russo mais atacado durante o conflito foi o das Comunicações, com uma média de 1,9 mil ataques semanais por organização (redução de 8%).



