Para os próximos dois anos, atingir os primeiros cem mil ou quinhentos mil reais é um dos principais objetivos dos homens. Já as mulheres pretendem tirar um período sabático e ficar sem trabalhar por um tempo. As afirmações são da pesquisa realizada pela Rico, marca do Grupo XP Inc, em parceria com a Mosaiclab, com 400 clientes que investem por sua plataforma.
A pesquisa destaca que os públicos feminino e masculino estão momentos atuais diferentes, mas possuem motivações e objetivos em comum quando o assunto é guardar dinheiro e investir. Estabilidade nas finanças, independência financeira e segurança para enfrentar crises são as principais razões para mulheres e homens investirem com maior regularidade, por exemplo.
No entanto, em relação a atual fase da vida pessoal, há diferenças entre o momento feminino e o masculino: 41% das mulheres estão pensando em construir legado, herança e patrimônio. Já entre 30% dos homens, a fase é consolidação para viver de forma independente e se especializar na profissão.
Entre os objetivos semelhantes, realizar uma viagem internacional lidera a lista tanto para eles (35%), como para elas (31%). Ambos têm intenção de comprar uma casa ou imóvel – 30% dos homens e 29% das mulheres – além de empreender (28% e 27%, respectivamente). No entanto, enquanto homens almejam atingir um valor de dinheiro guardado (31%) ou quitar dívidas (28%) e as mulheres consideram reformar o lar (27%) ou tirar um ano sabático (26%).
Como investem
Para atingir essas e outras metas financeiras, a pesquisa revelou que as mulheres tendem a manter uma maior regularidade dos investimentos, 30% afirmaram que sempre seguem os intervalos programados previamente e 48% delas investem pelo menos uma vez por mês. Já entre o público masculino, esses números são 24% e 41%, respectivamente. No entanto, em ambos os casos a quantia aplicada varia muito.

Na hora de investir, as mulheres são mais conversadoras: 70% investem na poupança, contra 56% dos homens. Na sequência, os dois perfis elegem tesouro direto (32%), mas os ativos de renda fixa são mais atrativos para elas (21%) do que eles (18%). O oposto acontece com ações e bolsas de valores em que os percentuais de investimento atuais se invertem entre eles.



