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IGP-M tem alta de 0,78% na inflação do aluguel; Confira os números!

Por João Vitor Jacintho· 3 min de leitura
IGP-M tem alta de 0,78% na inflação do aluguel; Confira os números!

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O IGP-M divulgado na última quinta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou uma alta de 0,78% no valor do aluguel em julho. De acordo com o índice, o valor acumula uma alta de 15,98% no ano e de 33,83% em 12 meses.

Segundo as informações divulgadas pela FGV, em julho de 2020 o aumento havia sido de 2,23% no ano e de 9,27% em 12 meses. Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV, a alta no valor do aluguel possui influência de diversos fatores, como exportações e aumento no preço das rações.

“Efeitos sazonais, exportações e a alta acumulada nos preços das rações orientaram a aceleração do índice ao produtor, que nesta apuração, contou com a destacada influência de três itens: minério de ferro, adubos ou fertilizantes e leite in natura”, afirmou.

O consumidor também pode observar uma alta no setor da energia nesse período. O IGP-M constatou uma alta de 5,87% na tarifa da energia elétrica, bem como um aumento de 4,05% no gás liquefeito de petróleo (GLP).

Veja como é calculado o IGP-M

De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), o cálculo do  Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), leva em consideração a variação de valores cobrados pela aquisição de bens e serviços, ou seja, a inflação desses produtos. Além disso, o índice analisa os preços das matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e da construção civil.

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O IGP-M é calculado por meio da média aritmética ponderada de do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), Índice de Preços do Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). De acordo com a FGV, cada um desses índices corresponde a parcelas da despesa interna bruta.

O IPA corresponde a 60% da despesa, sendo esse o valor das transações comerciais de bens agropecuários e industriais a nível de produtor. O IPC corresponde a 30% da despesa interna bruta e representa o setor varejista e serviços destinados a famílias. Já o INCC representa 10% equivalente à construção civil.

Reajuste no preço do aluguel

O índice que também serve como base para o reajuste de contratos de locação, tem sofrido altas acima da inflação oficial do Brasil, durante a pandemia de Covid-19. A Secovi-SP, sindicato de habitação, recomenda que haja negociação nos valores do aluguel durante esse período.

“Se o imóvel é ocupado por um bom inquilino, que sempre cumpriu em dia suas obrigações contratuais, o proprietário vai preferir negociar a ter seu imóvel vazio e arcar com custos como condomínio e IPTU. E, ainda, ter de buscar um novo inquilino” afirmou Adriano Sartori, presidente da entidade.

Apesar do IGP-M servir como base para o setor, especialistas no assunto acreditam na possibilidade do mercado criar um índice específico para a regulação dos valores do aluguel. “O IPCA não é vantajoso para o proprietário, porque ele deixa de lucrar com a fonte de renda do aluguel. O IGP-M é alto demais, o que inviabiliza as negociações. Eu aposto em um índice específico para o setor” afirmou o mestre em economia, André Braz.

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João Vitor Jacintho

Escrito por

João Vitor Jacintho

Graduando em engenharia química, atua na função de Redator do portal Notícias Concursos na aba de economia, com mais de 2 mil artigos publicados.

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