O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad confirmaram nesta terça-feira (23) que deverão elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda neste ano de 2024. A decisão deverá impactar milhões de brasileiros de todas as regiões do país.
“Haddad sabe que nós temos que fazer esses ajustes, eles são difíceis. Porque na hora que a gente abre mão de um dinheiro, a gente tem que saber da onde pegar outro dinheiro”, explicou o presidente.
Para ser mais exato, estamos falando de cerca de 2 milhões de pessoas que serão atendidas pela nova faixa de isenção do Imposto de Renda. Ao menos esta é a conta que está sendo feita pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional).
Os 2.082.218 trabalhadores que ficarão fora da contribuição deverão gerar um impacto financeiro de R$ 344,8 milhões aos cofres públicos este ano, ainda com base nos cálculos da Unafisco. Eles consideram que cada trabalhador desta faixa vai deixar de contribuir com R$ 13,80 por mês, ou R$ 165,60 por ano.
Quem será beneficiado?
Quem são as pessoas que serão beneficiadas? Até o final da semana passada, estava confirmado que o governo federal só isentaria as pessoas que ganhavam até R$ 2.640. Todos os trabalhadores que ganham mais do que este valor por mês teriam que declarar o Imposto de Renda.
Com o novo anúncio do governo feito nesta semana, ficará definido que a faixa de isenção vai compreender todas as pessoas que ganham até R$ 2.824, ou seja, até dois salários mínimos. Desta forma, é possível afirmar que as pessoas que ganham entre R$ 2.641 e R$ 2.824 são as grandes beneficiadas com a decisão. Afinal de contas, elas teriam que pagar o Imposto este ano, mas com a nova decisão, não precisarão mais.
Vale frisar ainda que as pessoas que ganham acima de R$ 2.824 terão que pagar o Imposto de Renda este ano, mas elas também sentirão um impacto. Isso porque elas serão tributadas apenas sobre a quantia que ultrapassar este limite de R$ 2.824.
Data da revisão do Imposto de Renda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aliás, chegou a dizer que a medida está em estudo dentro do Ministério, mas que não deverá demorar muito para ser apresentada. De acordo com ele, até o final deste mês de janeiro, a proposta será conhecida pelo grande público.
“Nós vamos fazer uma nova revisão esse ano, até por conta do aumento do salário mínimo, presidente [Lula] já pediu uma análise para nós acertarmos a questão da faixa de isenção”, disse durante participação no Programa Roda Viva da TV Cultura.



