Como se não bastasse a situação do aumento dos preços da gasolina, da conta de luz, do botijão de gás e da cesta básica, os brasileiros ainda precisam se preocupar com os impostos. Só que neste caso, uma parcela da população acaba sofrendo mais do que as outras. Estamos falando das pessoas mais pobres.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), os impostos no Brasil acabam atingindo mais os mais pobres. Pelo menos essa é a conclusão. É que essas cobranças acabam tendo uma pressão maior na classe mais baixa do país. Enquanto entre os mais ricos a situação não parece ser tão difícil.
Segundo a pesquisa, essa diferença acontece sobretudo em dois impostos. São eles o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto Imperial Predial e Território Urbano (IPTU). Além disso, o Ipea considerou também a questão do valor que as pessoas pagam para a previdência social.
De acordo com a pesquisa, o IPTU consome 1,2% da renda familiar mensal daqueles que recebem até três salários mínimos. Do outro lado, esse mesmo imposto acaba representando um comprometimento de apenas 0,7% dos ganhos das pessoas que recebem mais de 36 salários mínimos no Brasil hoje.
No caso do IPVA, essa conta é de 2,2% de comprometimento para os mais pobres contra 0,9% para os mais ricos. E na questão da previdência social, essa contribuição representa 6,1% para quem ganha até um salário mínimo e de 1,2% para os mais ricos, que ganham mais de 36 salários mínimos.



