Em 29 de março, o presidente Lula publicou um novo decreto isenta impostos sobre painéis fotovoltaicos usados na geração de energia solar. A isenção ocorreu por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS) de tributos federais.
Dessa forma, os equipamentos passarão a contar com alíquota zero de Impostos de Importação, Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e também PIS/Cofins.
No entanto, é importante lembrar que a isenção vai até o mês de dezembro do ano de 2026.
Até então, os tributos nos equipamentos eram de:
- Imposto de Importação (II): 6%;
- Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI): 6.5%;
- PIS: 2.1%;
- Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins): 9.65%.
De acordo com o Governo Federal, a isenção de tributos está válida para todos os painéis solares de empresas que pertencem ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Industria de Semicondutores (PADIS) e com projeto aprovado.
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“O PADIS resulta em redução nos custos de produção. Mas quem poderá responder sobre a estratégia a ser adotada são as próprias empresas. Como a concorrência é cada vez maior, é provável que a redução seja repassada ao consumidor final”, detalhou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Isenção de Impostos deve impulsionar mercado
O total de recursos para o programa, que contempla semicondutores e painéis solares, será de mais de R$ 600 milhões durante este ano de 2023.
Assim, segundo o MDIC, com a entrada dos novos painéis solares no PADIS, a expectativa é de que o setor tenha um crescimento expressivo no país dentro dos próximos anos. Portanto, isso deverá gerar novas indústrias e empregos.
“Ao alavancar a tecnologia nacional, o programa tem potencial para impactar fortemente a chamada ‘Economia Verde’. A inclusão do segmento de placas fotovoltaicas está em sintonia com os esforços do governo para descarbonizar a economia e estimular a produção de energias renováveis, o que contribui para cumprir as metas dos acordos climáticos internacionais”, destacou a pasta.
Desse modo, a isenção de impostos sobre o produtos pretende auxiliar tanto o mercado quanto os trabalhadores.
“O programa contribui para o desenvolvimento tecnológico do país e fortalece a indústria nacional. Considera não apenas os semicondutores, mas células fotovoltaicas, com o incentivo à produção de energia solar”, destacou Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Apesar de ter avançado de forma expressiva desde o ano de 2007, o Brasil ainda é muito dependente da importação de componentes e equipamentos para a geração de energia solar. Por isso, além de gerar um déficit na balança comercial, acaba por impactar diretamente o setor de produção nacional.
Isenção também abrange semicondutores
Além de permitir que o benefício de isenção de impostos se aplique nos painéis fotovoltaicos, o governo também optou por manter a isenção fiscal para a produção de semicondutores no Brasil.
Os componentes são utilizados na fabricação de diversos equipamentos eletrônicos.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, hoje em dia, a indústria de fabricação de semicondutores no país tem um faturamento anual de aproximadamente R$ 3 bilhões. Isto é, representando cerca de 0,2% da indústria mundial do segmento.
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