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Economia

Índice de commodities: Banco Central aponta elevação dos preços

Por Veronica Stivanim· 3 min de leitura
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Banco Central e a elevação dos preços de commodities

Conforme informações oficiais do Banco Central, os preços de commodities continuaram subindo no mercado internacional enquanto a taxa de câmbio apresentou depreciação – combinação de fatores inflacionária e atípica, já que a correlação usual entre as variáveis é negativa. 

O último relatório oficial de inflação aponta que, medido em reais, o IC?Br subiu 8,05%24. Foi observada heterogeneidade relevante entre as diversas commodities. De um lado, pode se destacar o recuo expressivo no preço do minério de ferro (?41,82%, em dólares). Assim, refletindo em boa medida questões regulatórias na China. 

Os preços internacionais das commodities agropecuárias subiram

Entre as commodities energéticas, por outro lado, houve alta de carvão e gás natural, mas estabilidade do preço do petróleo. Dessa forma, os preços internacionais das commodities agropecuárias subiram, algumas delas, como milho e açúcar, refletindo parcialmente as condições climáticas no Brasil. 

Conforme aponta o relatório, os preços ao produtor continuaram aumentando, mas em ritmo menor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,96%no trimestre encerrado em agosto, mostrando arrefecimento significativo em relação à variação de 10,00% observada no trimestre anterior.

Queda no preço do minério

Segundo o relatório do BCB, a considerável queda no preço do minério de ferro representou a principal contribuição para a moderação da alta dos preços ao produtor. Os preços dos demais componentes registraram desaceleração significativa, mas seguiram apresentando elevação relevante. 

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Além disso, em particular, os preços da indústria de transformação excluindo alimentos, bebidas e combustíveis – medida que filtra alguns dos componentes mais voláteis – subiram 5,56%, sugerindo continuidade da pressão sobre os preços de bens industriais em geral. Na construção civil os custos também continuam apresentando alta sustentada. 

Alta no custo da mão-de-obra

Os preços de materiais, que nos doze meses encerrados em agosto subiram 28,28%, exerceram a principal pressão nos custos. Houve, contudo, moderação na alta na ponta. O custo com mão?de?obra também apresenta alta significativa, de 6,65% no período, mais próxima do observado em 2016 e 2017 do que de 2018 a 2020. 

De acordo com o relatório, essa alta é consistente com outras evidências que sugerem repasse da inflação para os salários nominais. Ainda que seja observada alguma perda real. 

O relatório oficial de inflação ressalta que as informações consideram a média dos cinco dias úteis encerrados nas respectivas datas de corte deste relatório e de sua edição anterior.

Além disso, apesar da estabilidade no preço do petróleo, o preço da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP) tiveram alta relevante. Contudo, estes combustíveis não são incluídos no Índice de Commodities – Brasil (IC?Br), ressalta o Relatório de Inflação, disponibilizado pelo Banco Central do Brasil. 

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Veronica Stivanim

Escrito por

Veronica Stivanim

Formada em Administração e pós-graduada em Gestão Estratégica, atua como Redatora e possui 6 livros publicados.

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