O governo federal vai elevar a taxação sobre produtos importados de empresas como Shein e Shopee? Ainda não há uma resposta clara para esta pergunta. O que não dá para negar é que a indústria nacional está fazendo pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aplique o aumento da alíquota.
Nesta semana, foi a vez da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) se posicionar. Por meio de um ofício, a organização previu que a taxação de produtos de até US$ 50 em sites estrangeiros poderia arrecadar muito mais do que as estimativas oficiais e bancar a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores.
Nas contas da entidade, se Haddad aumentar a taxação dos importados, o Brasil poderia arrecadar algo entre R$ 14,6 bilhões e R$ 19,1 bilhões. Na visão da Fiemg, este dinheiro seria mais do que suficiente para bancar o rombo deixado pela desoneração da folha de pagamentos.
“O país teria ganhos tanto na tributação de importados como na produção doméstica, que aumentará”, diz o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
O que mudaria nos preços da Shein?
Como funciona hoje?
Hoje, as empresas que entram no sistema do Remessa Conforme, como é o caso da Shein, passam a ficar livres da necessidade de cobrança de impostos federais para produtos que custam menos do que US$ 50. A partir deste valor, há incidência do imposto de importação, e também do ICMS estadual.
Como pode ficar?
A ideia do governo federal para este ano de 2024 é aplicar uma taxação também para os produtos que custam menos do que US$ 50. Assim, independente do valor que está sendo cobrado pela mercadoria, o cliente teria que pagar tanto o imposto de importação federal (com alíquota de 20%), como também o ICMS estadual.
Janja e Lula são obstáculos
A ideia de aumentar a taxação de empresas como Shein para bancar a desoneração da folha de pagamentos pode até ter respaldo dentro do Ministério da Fazenda. Entretanto, informações de bastidores indicam que o presidente Lula e a primeira dama Janja Silva, não gostam nada do plano.



