O resultado de março do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), a inflação oficial, não era esperada por muita gente. Nesse grupo está inclusive o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto que declarou que a inflação foi uma “surpresa” .
A inflação de março chegou a acelerar 1,62%, sendo o maior resultado para o mês desde 1994 – 28 anos e antes do plano real. Também é a maior inflação mensal desde 2003 (2,25%).
“A gente teve um índice mais recente que saiu, que foi uma surpresa. Me causou até alguma surpresa, a gente tinha mencionado que a gente estava vendo uma velocidade da passagem do combustível para a bomba um pouco mais rápida, e que esse próximo índice seria um pouco maior e o próximo [abril] um pouco menor. Parte foi isso, mas teve outros elementos, como vestuário e alimentação fora do domicílio, que vieram uma surpresa grande”, explicou Campos Neto, ao G1.
Na ocasião ele também admitiu: “A realidade é que nossa inflação está muito alta, o núcleo está muito alto”.
Ele também disse entender que pode acontecer uma desaceleração da inflação, principalmente por conta da queda do dólar. “A gente tem tido fluxo de entrada de recursos no país. Parte da melhora do câmbio a gente acha que ainda não está refletida nos índices de preços, de inflação”, comentou. ]
Taxa de juros e inflação
O Banco Central tem na taxa de juros uma das formas de controlar a inflação, mas parece que o resultado não tem sido tão óbvio. Mesmo com a taxa de juros em alta, a inflação tem seguido em ritmo acelerado e deve, inclusive, superar a meta esperada e atingir 6%, de acordo com as previsões até agora.







