Se você está achando que o seu aluguel está caro, saiba que você não é o único. Isso porque o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado geralmente para reajustar o aluguel, fechou janeiro em 2,53%. Os dados são Fundação Getulio Vargas (FGV) e foram divulgados nesta quinta-feira (25).
O valor é ainda maior na comparação de 12 meses: alta acumulada de 28,94%. Em outras palavras, quem pagava R$1.000 pode ter que desembolsar agora R$1.289. O que pode pesar no bolso do brasileiro somada a inflação dos alimentos.
O aumento de janeiro foi impulsionado pelos aumentos nos preços de commodities e consideráveis oscilações do dólar.
Influências de alta do IGP-M
De acordo com os dados, só o subgrupo combustíveis registrou alta de 12,68% em fevereiro no atacado. Em janeiro, nesta mesma comparação a alta foi de 5,08%. Já para os consumidores finais, a alta da gasolina foi de 4,42% em fevereiro, mais que o dobro do que o registrado em janeiro (1,76%).
Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com 60% na composição do IGP-M, subiu 3,28% em fevereiro, registrando uma suave queda se comparado a janeiro (3,38%).
“Apesar da similaridade, o resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes do IPA favorecendo o acréscimo das taxas dos grupos bens intermediários (de 2,54% para 4,67%), influenciada por materiais e componentes para a manufatura (de 1,98% para 4,16%), e bens finais (de 1,09% para 1,25%), este influenciado pelo aumento da gasolina, cujo preço subiu 17,43%, ante 6,63% no mês anterior”, destacou ao G1, André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.



