Se você está achando que o seu aluguel está caro, saiba que você não é o único. Isso porque o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado geralmente para reajustar o aluguel, fechou janeiro em 2,58%. Os dados são Fundação Getulio Vargas (FGV) e foram divulgados nesta quinta-feira (28).
O valor é ainda maior na comparação de 12 meses: alta acumulada de 25,71%. Em outras palavras, quem pagava R$1.000 pode ter que desembolsar agora R$1.257. O que pode pesar no bolso do brasileiro somada a inflação dos alimentos.
O aumento de janeiro foi impulsionado pelo aumentos nos preços de commodities e de combustíveis – em especial, da gasolina.
Maiores influências de alta do IGP-M
Veja abaixo os itens que tiveram maior alta e podem pesar no bolso do consumidor
- Gasolina: 1,76%
- Curso de ensino superior: 3,25%
- Curso de ensino fundamental: 4,01%
- Batata inglesa: 11,63%
- Plano e seguro de saúde: 0,65%
Veja também os preços que pesaram ao produtor:
- Minério de ferro: 22,87%
- Óleo diesel: 6,97%
- Gasolina automotiva: 6,63%
- Milho em grão: 1,93%
- Carne bovina: 1,64%
Maiores influências de baixa
Veja abaixo os itens que tiveram maior baixa:
- Passagem aérea: -23,88%
- Tarifa de eletricidade residencial: -1,06%
- Transporte por aplicativo: -3,98%
- Tarifa de táxi: -2,99%
- Fogão: -1,56%
Veja também os preços para o produtor:
- Soja em grão: -0,94%
- Aves: -4,11%
- Arroz em casca: -6,62%
- Bovinos: -0,89%
- Óleo de soja refinado: -4,76%
Negociação do aluguel
O IGP-M não é um índice obrigatório, mas serve como base para negociação. Neste caso, de acordo com Carvalho, é importante que inquilinos e proprietários procurem entrar em um acordo. Alcança um equilíbrio que os dois lados saiam ganhando.



