Aposentados e pensionistas do INSS já podem ter uma margem maior de valor para fazer o pedido do empréstimo consignado. Isso porque o presidente Jair Bolsonaro já sancionou o projeto de lei, aprovado pelo Congresso, que realiza a mudança na regra de valores e comprometimento de renda.
Antes, os aposentados e pensionistas tinham possibilidade de comprometer 35% da sua renda com pagamentos que são debitados dos seus benefícios. Desta porcentagem, 30% de refere a empréstimos pessoais consignados e outros 5% referentes ao cartão de crédito.
Com a proposta, porém, as regras mudaram. O texto prevê que o valor do endividamento seja elevado para 40%. Sendo que os 5% referente ao cartão de crédito se mantêm e o valor com empréstimo pessoal consignado passara de 30% para 35% da renda total por mês.
A nova regra do consignado deve valer até 31 de dezembro de 2021.
Aumento da margem do consignado: essa mudança pode ser negativa?
A mudança pode mexer no bolso do aposentado. Se pode parecer uma vantagem, especialistas apontam para os juros e o valor final da dívida dependendo do valor solicitado. Wagner Souza, o consultor do IEPREV – Instituto de Estudos Previdenciários, inclusive calculou valores com a nova regra.
Simulação de acordo com Souza:
- Benefício aposentado: R$ 1,1 mil;
- Empréstimo: 84 parcelas de R$ 385;
- Valor que o aposentado deverá receber pelo empréstimo: R$ 16.609;
- Total que será pago: R$ 32.340 ( valor quase 95% mais alto);
Mesmo que os juros mensais sejam de 1,80%, o cálculo do valor pago não se limita somente a baixa taxa. “O principal fator para esse valor tão alto da dívida é o tempo: as simulações que nós fizemos consideram o prazo máximo para o pagamento, que é de 84 meses”, declarou Souza, ao jornal Agora. ” A taxa por mais baixa que ela possa parecer, no decurso do tempo, eleva bastante a dívida”.



