O novo teto da taxa de juros do consignado para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será de até 2%. Segundo informações de bastidores a decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (20), após conversa entre os Ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT), da Previdência, Carlos Lupi (PDT) e da Casa Civil, Rui Costa (PT).
Embora os ministros tenham decidido que a taxa nova será de até 2%, eles não quiseram cravar um novo número. A ideia agora é conversar com representantes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para definir um patamar que agrade as instituições. Assim, o Governo garantiria que ao menos estes bancos não desistirão do crédito.
No decorrer da última semana, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Santander, Itaú e uma série de bancos privados decidiram retirar o consignado do INSS dos seus portfólios. Em uníssono, estas instituições disseram que o novo teto da taxa de juros definido pelo Ministério da Previdência seria impraticável.
Na última segunda-feira (13), o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) definiu que o teto da taxa de juros cairia de 2,14% para 1,70%. A redução foi considerada brusca demais pelos bancos, que um a um foram se retirando da linha com o intuito de pressionar o Governo a mudar de ideia sobre esta situação.
A novela envolvendo a taxa de juros
Abaixo, você pode ver um quadro com o resumo do que aconteceu com o teto de taxa de juros do consignado do INSS nos últimos dias.
- qual era o teto original: 2,14%;
- quanto os bancos queriam: 2,14%;
- quanto o Ministério da Previdência queria: 1,70%;
- o que o CNPS definiu: 1,70%;
- quanto o Governo quer agora: entre 1,90% e 2%.
Vale lembrar que o que está em discussão aqui são as regras gerais do Governo Federal para o consignado. O poder executivo pode definir um teto, mas as instituições podem definir qual valor cada uma vai operar, desde que respeitem este limite.



