Na última quinta-feira, 23 de setembro, a revista Veja entrevistou o atual presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, então, o presidente confirmou que o Auxílio Brasil irá fornecer no mínimo a quantia de R$ 300 aos participantes do benefício. O novo programa social deve substituir o Bolsa Família a partir de novembro deste ano.
Além disso, o mesmo também relatou que aumento de mais de 50% não ocorreu em razão do processo eleitoral do próximo ano. Nesse sentido, Bolsonaro declarou: “Acertei com o Paulo Guedes um mínimo de 300 reais para o Auxílio Brasil, um programa que, ao contrário de governos passados, não vai ser usado como curral eleitoral. Se eu usasse o programa para ganhar a eleição, colocava o valor em 600 reais”.
Contudo, a medida ainda depende da solução dos precatórios, que podem consumir até R$ 89,1 bilhões do espaço fiscal disponível para o próximo ano. Desse modo, para não descumprir a Lei Eleitoral, que impede o lançamento de novos programas sociais em ano de eleição, o governo vem correndo contra o tempo para conseguir implementar o Auxílio Brasil ainda em 2021.
Ademais, Jair Bolsonaro também aproveitou a oportunidade para criticar o Partido dos Trabalhadores. Isto é, partido de um dos seus principais adversários no pleito eleitoral de 2022, o ex-presidente Lula.
“Em outros governos, com uma canetada fingia-se que estava extinta a pobreza no Brasil. São as hipocrisias. Duvido que o PT se reelegeria com o Orçamento que eu tenho. Com toda a certeza eles iriam furar o teto de gastos. Apesar da nossa dívida e dos nossos problemas, a nossa meta é ter responsabilidade e cumprir o teto de gastos, lógico”, frisou Bolsonaro.
Estudo aponta que Auxílio Brasil não é o principal tema do governo na Câmara
O Auxílio Brasil vem se mostrando, então, uma das principais apostas para melhorar a popularidade do presidente em 2022. Contudo, o programa não vem sendo o principal tema dos discursos aliados ao governo na Câmara.
É o que demonstra um estudo da equipe do Observatório do Legislativo Brasileiro. Esta, portanto, efetuou uma análise de todos os discursos realizados na Câmara entre o período de fevereiro a agosto deste ano. Assim, o estudo mostra o PT como líder de referências relacionadas a programas de transferência de renda.
Além disso, é importante frisar que a equipe observou todas as citações do termo “Auxílio Brasil” e “Renda Cidadã”, este que já havia sido descartado desde dezembro de 2020.
A pesquisa demonstrou que, entre os meses de fevereiro e março, somente dois discursos realizados por parlamentares da Casa estavam relacionados ao tema. Já em agosto, foram 12 discursos com a citação. Assim, dos 14 discursos que abordavam o tema realizados na Câmara entre os meses de fevereiro a agosto oito foram feitos pelo PT, dois pelo PSC, dois pelo PCdoB, um pelo PP e um pelo MDB. O PSL, que concentra a maior parte de parlamentares a favor do governo, não registrou nenhum discurso sobre o tema nos últimos meses.
Por fim, ainda, o Observatório do Legislativo Brasileiro também pontuou que uma das principais dificuldades da gestão é a necessidade de liberação de espaço fiscal no Orçamento previsto para o próximo ano para a implantação correta da medida.
Pressão por Auxílio Brasil mais robusto aumenta a cada dia
A pressão sob o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, vem aumentando a cada dia pela implantação de um Auxílio Brasil com maior impacto social. Nesse sentido, membros da parte política da gestão vem cobrando que a implantação do benefício ocorra logo.



