Ao contrário do que muitos pensam, o português não é a única língua utilizada no Brasil. A Libras (Língua Brasileira de Sinais) também faz parte do dia a dia de muitos cidadãos. Essa língua está presente na comunicação dos surdos e vem se desenvolvendo desde o século XIX.
Breve panorama histórico
A comunicação por meio da língua de sinais tem registros pré-históricos que remontam a época dos hominídeos. Na Grécia Antiga e em Roma, muitos acreditavam que a surdez era algum tipo de castigo dado pelos deuses e consideravam os surdos como sujeitos incapazes de aprender. Por isso, os surdos eram excluídos socialmente e ocupavam uma posição marginalizada. Por outro lado, algumas civilizações como Pérsia e Egito, por exemplo, acreditavam que os surdos eram abençoados e possuíam um canal de comunicação diretor como as divindades. Desse modo, esses sujeitos recebiam um tratamento respeitoso, mesmo que não tivessem nenhum tipo de instrução formal.
No Brasil, o surgimento da Libras e do projeto de educação de surdos se deu apenas durante o século XVIII, quando o então imperador D. Pedro II solicitou a vinda de um professor francês chamado Ernest Huet para chefiar essa iniciativa. Huet era surdo desde os seus 12 anos e teve um papel muito importante no cenário nacional. Ele fundou o Imperial Instituto dos Surdos Mudos em 1857, que existe até hoje e atualmente se chama Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).


