O presidente Lula, durante uma reunião com a Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA) no Palácio do Planalto afirmou, na quarta-feira passada (01/03), que as empresas de aplicativos exploram os trabalhadores do país como nunca antes foram explorados.
Todavia, o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica estava presente na reunião entre os convidados do presidente. Lula afirmou que o movimento sindical, inclusive o internacional, está atualmente em uma situação precária, de dificuldades. Ele citou a globalização dos anos 80 e suas consequências ao mercado de trabalho.
Lula criticou as empresas de aplicativo que tem atuado em todo o mundo e influenciando o mercado negativamente. Para ele, os profissionais estão passando dificuldades e que os movimentos sindicais possuem uma grande responsabilidade em busca de estruturar uma nova relação entre o trabalho e o capital.
Uma das críticas apresentadas pelo presidente é a de que os trabalhadores brasileiros são intermitentes, temporários, que não conhecem realmente seu empregador. Eles não têm a quem recorrer em caso de eventuais problemas e acidentes relacionados ao seu serviço prestado às empresas de aplicativos.
Movimento sindical
Analogamente, o presidente Lula lembrou dos movimentos sindicais dos anos 60,70 e 80 falando sobre como era mais fácil o contato dos sindicatos com os trabalhadores na porta das fábricas. Os sindicalistas sabiam quem eram os empregadores e como brigar pelos direitos trabalhistas da época.
Em seu discurso, o presidente falou do trabalho informal que se tornou bastante comum no país e que as empresas de aplicativo utilizam desse cenário para explorar os trabalhadores. De acordo com Lula, os dirigentes sindicais devem encontrar uma saída para que a classe trabalhadora encontre seu espaço.
Em síntese, para o presidente, é preciso mudar a relação com os empregadores, e que os profissionais devem buscar conquistar a sua seguridade social e a proteção de seus direitos. Lula falou do papel de seu ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), na reconstrução da relação democrática com o movimento sindical.
Ademais, o presidente argumentou sobre a desconstrução dessa relação e do desaparecimento de várias conquistas trabalhistas ao longo dos anos. Para ele é preciso brigar de novo para dessa maneira, devolver aos trabalhadores brasileiros, o direito de viver com um mínimo de dignidade.



