O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu prorrogar o prazo para que um grupo de trabalho defina uma nova política nacional de valorização do salário mínimo. Os integrantes terão mais 45 dias para aplicar uma definição. A ideia é anunciar o novo sistema no próximo dia 1º de maio.
No Dia do Trabalhador, Lula quer fazer dois anúncios. O primeiro é o novo aumento do salário mínimo dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320. O segundo é justamente o anúncio do novo modelo da política nacional de valorização do salário mínimo, que ainda não foi definido, e que tende a demorar um pouco mais para ser discutido.
Ao menos até a publicação deste artigo, o grupo de trabalho formado para discutir o tema ainda não realizou nenhuma reunião. Há, portanto, um temor de que a definição não esteja pronta a tempo do anúncio que o presidente deseja fazer no próximo dia 1º de maio.
O grupo de trabalho em questão deve contar com a participação de ao menos sete ministérios federais, como é o caso do Ministério do Trabalho e o Ministério da Fazenda. Ao mesmo passo, a equipe também deve contar com a participação de representantes de sete Centrais Sindicais.
Como estamos falando de grupos com interesses distintos, é natural que as reuniões não sejam conclusivas em um primeiro momento, e que a discussão se arraste por mais algumas semanas. Ainda não há uma data firmada para a primeira reunião sobre o tema, mas se espera que ocorra dentro de mais alguns dias.
O que o grupo de trabalho vai definir
De uma maneira geral, o grupo de trabalho formado pelo presidente deverá escolher um novo formato de definição do valor do salário mínimo. Trata-se basicamente de uma regra geral que vai guiar o governo nos próximos anos.



